Com um investimento inicial de mais de R$ 6 bilhões, o novo data center em Uberlândia/MG promete revolucionar o acesso à tecnologia e Inteligência Artificial (IA) no Brasil. Com a construção deste data center, os consumidores brasileiros poderão esperar um acesso mais rápido e eficiente a tecnologias avançadas, o que irá transformar a maneira como interagem com a digitalização no dia a dia.
Localizado na região Oeste do município, em um terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados na MGC-497, o projeto da multinacional RT-One não só fortalece a presença de tecnologia de ponta no País, mas também visa gerar empregos de qualidade e preparar a mão de obra local para as novas demandas do mercado digital.
Uberlândia tem uma população estimada de 761.835 habitantes, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 28 de agosto de 2025. Ela é a maior cidade do Triângulo Mineiro.
Mais acesso a IA
Recentemente, o projeto foi apresentado na Prefeitura de Uberlândia. Na oportunidade, o prefeito Paulo Sérgio recebeu representantes da RT-One, incluindo o CEO Global, Fernando Palamone, e o vice-presidente Global, Ricardo Simões. A RT-One é uma empresa voltada para o avanço da IA, segurança cibernética e computação em nuvem. Com presença em países como Estados Unidos, México, Suíça e Brasil, a companhia oferece soluções avançadas de Sovereign Cloud e Secure AI, abordando desafios complexos do mundo real. Além de Uberlândia, a empresa se destaca no desenvolvimento de um projeto inovador em Maringá (PR).
Durante a apresentação na Prefeitura, a RT-One destacou a importância da colaboração entre setor público e privado. Foto: Secom-PMU
Durante o evento, o prefeito destacou a importância desse empreendimento para a cidade. “Uberlândia tem se tornado, cada vez mais, um polo de inovação e desenvolvimento digital. Com a chegada da RT-One, nosso município se coloca como referência internacional em tecnologia e inovação.”
A instalação do data center em Uberlândia se justifica pela visão estratégica da RT-One, que reconhece a necessidade de uma infraestrutura robusta e segura para suportar a crescente demanda por IA. “Trazer essa infraestrutura ao Brasil é preparar o País para competir globalmente”, afirmou Palamone. Com isso, o projeto promete não apenas impulsionar a economia local, mas também colocar o Brasil em uma posição de destaque no cenário tecnológico internacional.
O evento contou com a presença de parceiros comerciais que apoiarão o projeto, como Hitachi, WEG, Siemens, e outros.
Estrutura do data center
Na primeira fase, o data center de Uberlândia terá capacidade instalada de 100 MW, com plano de expansão para até 400 MW. Ou seja, a infraestrutura do data center está projetada para suportar um crescimento significativo na demanda por serviços de computação em nuvem e armazenamento de dados. Essa capacidade permitirá atender não apenas empresas locais, mas também grandes corporações que necessitam de soluções robustas e escaláveis.
O anúncio da construção do maior data center de IA da América Latina chega junto com a notícia que o Brasil registrou sua segunda queda consecutiva no Índice Global de Inovação (IGI). Agora, o País ocupa a 52ª posição entre 139 países. O ranking anual é elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). A pesquisa avaliou 80 indicadores, que foram divididos em insumos de inovação (inputs) e resultados de inovação (outputs).
Os maiores do mundo em inovação
No ano de 2025, as dez economias mais inovadoras do mundo são, nessa ordem: em primeiro lugar, Suíça. Em segundo lugar, Suécia. E, em terceiro, os Estados Unidos. Na sequência vem Coreia do Sul, Singapura, Reino Unido, Finlândia, Holanda, Dinamarca e China.
E as três principais economias de inovação por grupo de renda foram:
Alto rendimento
Suíça
Suécia
Estados Unidos
Renda média alta
China
Malásia
Turquia
Renda média baixa
Índia
Vietnã
Filipinas
Baixo rendimento
Uganda
Ruanda
Togo
O que a OMPI diz do Brasil?
A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) é a agência da ONU responsável por promover e proteger a propriedade intelectual (PI) globalmente, servindo como um fórum para questões de PI e fornecendo serviços para inovadores, criadores e empreendedores.
Em resumo, segundo a instituição, mesmo o Brasil tendo caído duas posições em relação ao ano anterior, ele ainda está consideravelmente à frente da posição ocupada há cinco anos, em 2020 (62ª posição).
Então, de acordo com o relatório, o Brasil “continua apresentando desempenho superior ao seu nível de desenvolvimento, sustentado por uma robusta infraestrutura de pesquisa, investimentos contínuos em P&D e fortes capacidades de pesquisa acadêmica e corporativa”.
Decerto, a OMPI também ressalta que o Brasil é a “única economia da América Latina e do Caribe com desempenho em inovação acima das expectativas para seu nível de desenvolvimento”. E, em conclusão, a Organização aponta que o cluster de inovação de São Paulo permanece entre os 50 melhores do mundo.
Em síntese, entre os indicadores avaliados pela OMPI, é importante destacar que o Brasil avançou da 57ª para a 48ª posição entre 2024 e 2025 na área de “capital humano e pesquisa”. Por consequência, isso se deu com ênfase nos progressos nos itens “educação” e “pesquisa e desenvolvimento”. Neste último, o País subiu dez posições, alcançando o 26º lugar no ranking.
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