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Privalia quer se fortalecer como parceira digital das marcas

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De outlet a parceiro digital de grandes marcas. Essa evolução de posicionamento é o foco principal da Privalia hoje no Brasil. A plataforma digital tem hoje 20,3 milhões de usuários cadastrados no País, atingindo mais de 500 mil visitas diárias no site e no aplicativo. Números que fazem brilhar os olhos das cerca de 600 marcas parceiras, a maioria do segmento de moda – embora hoje a Privalia venda de artigos para cama a máquinas de café.

“Nosso desafio é explorar novas possibilidades. É ir além do que a gente já fez até agora com as marcas e pensar: como a gente consegue melhorar os negócios? Pode ser que a marca não tenha sobra de produtos, mas tenha, por exemplo, sobra de matérias-primas, ou ociosidade de fábrica. Como nós conseguimos ajudar as marcas a minimizar os prejuízos e gerar mais negócios, que vão gerar mais oportunidades também para nós?”, exemplifica Thiago Nascimento, Chief Commercial Officer (CCO) da empresa. Nascimento assumiu a direção comercial da empresa recentemente, depois de atuar como Chief Operating Officer (COO).

Presente há 16 anos no Brasil, a Privalia pertence ao grupo francês Veepee e se consolidou inicialmente como um canal de liquidação online onde os consumidores encontravam peças de coleções passadas. Hoje, a empresa elabora, junto com as marcas, um calendário anual que inclui a venda também de lançamentos mais recentes. A ideia é oferecer ao cliente ofertas sempre atualizadas — o chamado “pão quentinho” do e-commerce.

Thiago Nascimento, novo CCO da Privalia

Canal complementar de vendas

Para que isso seja possível, a empresa fez, ao longo dos anos, um amplo trabalho para se posicionar como canal complementar de vendas que não compete com os sites oficiais das marcas. Se alguém buscar por um tênis de determinada marca no Google, por exemplo, a Privalia não vai aparecer como opção. Assim, ela preserva o relacionamento direto que aquela marca mantém com seu consumidor, funcionando mais como um espaço adicional para promoções e condições especiais. As campanhas da Privalia chegam ao conhecimento dos consumidores porque boa parte deles navega na plataforma todos os dias.

“O nosso asset são as promoções, as flash sales, que duram sete dias, têm preços incríveis e estoques limitados. É isso que faz com que os clientes entrem todos os dias na nossa plataforma e naveguem, em média, 13 minutos nela. É como um passeio no shopping. O consumidor entra sem saber exatamente o que quer comprar, mas vê uma oportunidade e compra. A navegação é mais parecida com a das redes sociais”, compara Thiago Nascimento.

Essa parceria da Privalia com as marcas é reforçada, também, por meio do compartilhamento de dados. Durante os 13 minutos que os clientes passam navegando na plataforma, a empresa consegue coletar e analisar informações sobre o comportamento de compras que os sites tradicionais das lojas, com tráfego menos intenso e mais direcionado, não têm condições de medir. Esses insights são entregues às próprias marcas e podem ser usados para otimizar a performance delas tanto na Privalia quanto nos seus próprios canais digitais.

Os modelos de negócio da Privalia

A empresa atua, hoje, com três modelos de negócio. Quando se fala em venda de produtos, ela atua com o conceito 1P (first party), em que ela compra os itens diretamente das marcas e faz a revenda; e com o 3P (third party), em que as marcas lançam mão da Privalia como intermediária – e que já representa 15% dos negócios da companhia. Desde 2023, também oferece formatos publicitários para que as marcas possam utilizar a audiência da plataforma em suas estratégias de mídia. Esse braço de retail media é chamado de Privalia Ads.

A plataforma oferece, ainda, consultoria gratuita para marcas que enfrentam dificuldades operacionais, atuando em questões como ruptura de estoque e falhas logísticas. É aí que entram o histórico e a paixão de Nascimento: a busca por novas oportunidades de negócio, que podem resultar na redução de desperdícios e na ampliação da oferta.

“Algumas marcas tinham produtos com leves defeitos, que não estavam sendo usados e provavelmente virariam descarte. Nós vimos uma oportunidade aí. Mostramos para uma marca que aquele defeito não comprometia a usabilidade do produto e que conseguiríamos fazer um escoamento dele. Comunicamos os clientes e eles toparam. Essa estratégia foi um sucesso. Fizemos com várias marcas depois”, conta.

O que a Privalia espera do futuro

A meta da empresa é chegar a 23 milhões de usuários cadastrados até o ano que vem. Nascimento destaca que a plataforma é responsável por democratizar o acesso a muitas marcas aspiracionais — em alguns casos, 70% dos compradores estão adquirindo uma grife pela primeira vez. Além de “marcas de desejo” que Nascimento diz que ainda quer levar para a plataforma, outro plano está focar numa vertical de luxo – hoje o público da empresa já é das classes A e B.

“Talvez esse é um caminho para se fortalecer. Hoje não existem grandes players que olham para esse mercado de luxo. Ele é representativo e acredito que haja uma grande demanda sobre ele na Privalia. Trabalhamos com algumas marcas [de luxo], mas é algo muito pontual. Ainda não temos uma estratégia com as marcas de luxo no calendário, mas é um sonho.”

Imagens: Reprodução e Divulgação

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História da LEGO no varejo: como a marca quase faliu e se tornou uma potência global

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História da LEGO no varejo: como a marca quase faliu e se tornou uma potência global

História da LEGO no varejo: como a marca se reinventou e virou referência mundial

A história da LEGO no varejo mostra como uma marca pode enfrentar uma crise profunda e, ainda assim, voltar mais forte. Atualmente, a empresa figura entre as marcas mais admiradas do mundo.

No entanto, essa posição não surgiu por acaso. Na verdade, a empresa passou por uma crise grave no início dos anos 2000.

Naquela época, as vendas caíram de forma preocupante. Além disso, a marca começou a perder relevância entre crianças e jovens.

Consequentemente, muitos analistas acreditavam que o futuro da empresa era incerto.

Ainda assim, a empresa decidiu agir rapidamente. A direção entendeu que precisava mudar sua estratégia. Portanto, iniciou uma transformação profunda em seu modelo de negócios.


O momento em que a marca quase desapareceu

Durante os anos 1990, a empresa buscou novas oportunidades. Por exemplo, investiu em parques temáticos, videogames e novos produtos.

Entretanto, essas iniciativas aumentaram os custos de produção.

Além disso, muitos produtos ficaram complexos demais para o público infantil.

Como resultado, a empresa perdeu foco. Ao mesmo tempo, os consumidores começaram a migrar para jogos eletrônicos.

Consequentemente, a marca registrou um grande prejuízo em 2003.

Nesse momento crítico, a liderança da empresa decidiu agir com rapidez.


A estratégia que salvou a empresa

Primeiramente, a empresa decidiu voltar às suas origens. Ou seja, voltou a focar nos blocos de montar que tornaram a marca famosa.

Além disso, reduziu o número de peças diferentes produzidas.

Essa decisão simplificou a produção e reduziu custos.

Ao mesmo tempo, a empresa começou a ouvir mais seus consumidores.

Portanto, a empresa passou a valorizar a criatividade e a imaginação das crianças.

Consequentemente, os produtos voltaram a ser simples e divertidos.

Esse movimento fortaleceu novamente a identidade da marca.


Parcerias estratégicas que impulsionaram o crescimento

Além das mudanças internas, a empresa apostou em parcerias fortes.

Por exemplo, criou linhas de brinquedos baseadas em franquias famosas.

Entre elas estão:

  • Star Wars

  • Harry Potter

  • Marvel

Essas colaborações trouxeram um novo público.

Além disso, adultos começaram a colecionar os produtos.

Consequentemente, a história da LEGO no varejo ganhou um novo capítulo de sucesso.


A expansão da marca para entretenimento

Com o crescimento da popularidade, a empresa expandiu sua presença no entretenimento.

Por exemplo, lançou filmes e conteúdos digitais.

Um dos maiores sucessos foi:

  • The Lego Movie

O filme conquistou público no mundo inteiro.

Além disso, reforçou o valor emocional da marca.

Consequentemente, a empresa fortaleceu sua presença cultural.

Hoje, a marca representa criatividade, diversão e inovação.


O que o varejo pode aprender com a história da LEGO

A história da LEGO no varejo oferece várias lições importantes.

Primeiramente, mostra que marcas fortes precisam manter sua identidade.

Além disso, empresas devem ouvir seus consumidores.

Outro ponto importante envolve inovação estratégica.

No entanto, inovação não significa abandonar a essência da marca.

Portanto, o equilíbrio entre tradição e inovação se torna essencial.

Por fim, empresas que conseguem se adaptar ao mercado tendem a sobreviver por décadas.


FAQ – Perguntas frequentes

O que tornou a história da LEGO no varejo tão marcante?

A empresa superou uma crise grave e transformou sua estratégia. Como resultado, voltou a crescer e se tornou referência global.

Quando a LEGO quase faliu?

A empresa enfrentou sua maior crise no início dos anos 2000, especialmente em 2003.

Qual foi a principal mudança da marca?

A empresa voltou a focar nos blocos de montar e reduziu produtos complexos.

Por que as parcerias ajudaram tanto a empresa?

Parcerias com franquias populares atraíram novos consumidores e ampliaram o público da marca.

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Alta do petróleo já pressiona preços antes de reajuste oficial

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Alta do petróleo já pressiona preços antes de reajuste oficial

A alta do petróleo impacto no varejo brasileiro já começa a aparecer nos postos. Mesmo sem reajuste oficial, muitos estabelecimentos aumentaram preços recentemente.

Além disso, o custo de reposição influencia diretamente a estratégia de revenda. Portanto, empresários buscam proteger margens diante da volatilidade global.

Consequentemente, consumidores percebem aumentos graduais nos combustíveis. Dessa forma, o impacto se espalha rapidamente pela cadeia econômica nacional.

Enquanto isso, distribuidoras ajustam valores com base no mercado internacional. Assim, o preço final reflete expectativas futuras, não apenas custos atuais.

No entanto, a ausência de reajuste oficial cria incerteza no mercado. Ainda assim, a alta do petróleo impacto no varejo continua sendo evidente.


Como o aumento da gasolina e diesel afeta o varejo

O varejo sente rapidamente a alta do petróleo impacto no varejo brasileiro. Primeiramente, o transporte mais caro eleva custos logísticos em diversos setores.

Além disso, supermercados e lojas ajustam preços para manter rentabilidade. Por isso, consumidores enfrentam inflação indireta em produtos essenciais.

Da mesma forma, pequenas empresas sofrem com margens reduzidas. Consequentemente, muitos negócios repassam custos para o cliente final.

Entretanto, o impacto não se limita a grandes centros urbanos. Também cidades menores registram mudanças no comportamento de compra.

Assim sendo, a alta do petróleo impacto no varejo cria efeito cascata na economia. Logo, especialistas monitoram o cenário com atenção constante.


Setores mais impactados pela alta dos combustíveis

O setor alimentício enfrenta desafios imediatos devido ao transporte rodoviário predominante. Além disso, o comércio eletrônico sofre com aumento no custo de entregas.

Ao mesmo tempo, o varejo de moda registra queda em vendas impulsivas. Portanto, consumidores priorizam despesas essenciais durante períodos de incerteza.

Adicionalmente, redes de farmácia ajustam preços gradualmente para manter competitividade. Dessa maneira, o impacto econômico se torna ainda mais abrangente.


Perspectivas para preços e comportamento do consumidor

A tendência indica manutenção de pressão nos preços enquanto o petróleo permanecer valorizado. Contudo, políticas públicas podem reduzir impactos futuros.

Além disso, estratégias de eficiência logística ajudam empresas a minimizar prejuízos. Assim, inovação torna-se essencial para sustentabilidade do varejo.

Enquanto isso, consumidores adotam hábitos de compra mais planejados. Consequentemente, o varejo precisa investir em promoções e fidelização.

Portanto, a alta do petróleo impacto no varejo brasileiro continuará relevante nos próximos meses. Dessa forma, acompanhamento constante será indispensável.


Estratégias do varejo para enfrentar o aumento dos combustíveis

Empresas adotam tecnologia para otimizar rotas de entrega. Além disso, parcerias logísticas reduzem custos operacionais significativamente.

Ao mesmo tempo, promoções estratégicas estimulam consumo mesmo em cenários adversos. Portanto, inovação comercial torna-se diferencial competitivo.

Adicionalmente, investimentos em energia alternativa podem gerar economia a longo prazo. Assim, o varejo se prepara para cenários econômicos instáveis.


FAQ — Alta do petróleo e impacto no varejo

1. Por que os postos aumentam preços sem reajuste oficial?

Postos consideram custo de reposição e expectativas de mercado. Dessa forma, antecipam ajustes para proteger margens financeiras.

2. Como a alta do petróleo impacta o varejo?

Ela aumenta custos logísticos e operacionais. Consequentemente, empresas repassam parte dos valores aos consumidores.

3. Quais setores sofrem mais com combustíveis caros?

Alimentos, e-commerce e varejo essencial enfrentam impactos mais rápidos. Além disso, pequenas empresas apresentam maior vulnerabilidade.

4. O consumidor pode reduzir impactos no orçamento?

Sim, planejamento financeiro e comparação de preços ajudam. Portanto, hábitos conscientes reduzem efeitos da inflação indireta.

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Ambev Brasil em 2026: Cultura, Sustentabilidade e Varejo

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Ambev Brasil em 2026: Cultura, Sustentabilidade e Varejo

Ambev Brasil e o varejo nacional

A Ambev Brasil é líder no setor de bebidas e mantém forte presença em supermercados, bares e plataformas digitais. Em 2026, a empresa reforça sua estratégia de unir inovação sustentável com apoio cultural e esportivo. Essa combinação fortalece sua imagem e amplia o impacto social.

Edital Brasilidades da Ambev

A Ambev Brasil lançou o Edital Brasilidades, iniciativa que destina até R$ 67 milhões para projetos culturais e esportivos.

  • Objetivo: valorizar a identidade brasileira por meio de iniciativas locais.
  • Prazo de inscrição: até 30 de setembro de 2026.
  • Quem pode participar: pessoas jurídicas, incluindo MEIs, com ou sem fins lucrativos.
  • Abrangência: projetos em todas as regiões do Brasil.

Essa ação democratiza o acesso a recursos incentivados e fortalece o vínculo da Ambev Brasil com a sociedade.

Sustentabilidade e inovação com o 100+ Labs

A Ambev Brasil também aposta em inovação sustentável com o programa 100+ Labs, que conecta startups e empreendedores.

Áreas de foco:

  • Mudanças climáticas
  • Embalagem circular
  • Agricultura sustentável
  • Gestão de água
  • Inclusão produtiva

O objetivo é desenvolver soluções que transformem o futuro do consumo e da produção, alinhando negócios com responsabilidade ambiental.

Estratégia de mercado da Ambev

A Ambev Brasil combina tradição e inovação. Suas marcas famosas, como Skol, Brahma e Guaraná Antarctica, continuam líderes de mercado. Ao mesmo tempo, a empresa investe em logística digital e e-commerce para atender consumidores cada vez mais conectados.

FAQ – Perguntas Frequentes

1. O que é o Edital Brasilidades da Ambev Brasil? É uma iniciativa que financia projetos culturais e esportivos por meio de leis de incentivo.

2. Qual o valor disponível para os projetos? Até R$ 67 milhões em 2026.

3. Quem pode participar do edital? Pessoas jurídicas, incluindo MEIs, com ou sem fins lucrativos.

4. O que é o programa 100+ Labs da Ambev Brasil? Um projeto que apoia soluções inovadoras em sustentabilidade e impacto social.

Conclusão

A Ambev Brasil em 2026 reforça sua posição como gigante do varejo ao unir investimento cultural e esportivo com inovação sustentável. Essa estratégia fortalece sua marca, amplia impacto social e garante relevância em um mercado competitivo.

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