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Depois do MELI e Shopee, Casas Bahia começa a vender na Amazon

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Depois do MELI e Shopee, Casas Bahia começa a vender na Amazon

A Casas Bahia fechou uma parceria para vender seus produtos pela Amazon, seguindo o mesmo caminho que adotou com outros marketplaces como Mercado Livre e Shopee. 

A parceria vai colocar milhares de itens de 1P da varejista – de TVs e smartphones a itens da Bartira, a fábrica de móveis da Casas Bahia – na plataforma da gigante americana a partir de hoje. 

O CEO Renato Franklin disse ao Brazil Journal que, numa segunda fase, a logística da Casas Bahia será integrada à operação da Amazon, permitindo que os produtos sejam contemplados pelo Prime.

BOOPO RENATO FRANKLIN

O anúncio ocorre cinco meses após a varejista começar a vender seus produtos no Mercado Livre. Segundo Franklin, o MELI respondeu por cerca de 5% da receita do digital da Casas Bahia no quarto tri – mas foi responsável por quase metade do crescimento do canal online.

No quarto tri, as vendas de 1P no ecommerce cresceram 25% em relação ao ano passado. Já as lojas físicas tiveram uma retração de 1,2% ano contra ano. 

“Queremos vender onde o cliente está, e não enxergamos uma sobreposição grande entre os canais,” disse Franklin. “São vendas incrementais e, o mais importante, com rentabilidade.”

A parceria com a Amazon vai funcionar nos mesmos moldes do MELI: a Casas Bahia entrega os produtos  vendidos nos marketplaces com sua própria infraestrutura.

Mas a ideia é ampliar o escopo da sua logística. Segundo Franklin, a meta é que essa vertical se torne uma nova fonte de receita: hoje, a Casas Bahia já transporta para 100 clientes, e quer dobrar esse número ainda este ano.

“Isso dilui custo e aumenta a eficiência,” disse Franklin.

O CEO não vê a parceria com a Amazon canibalizando seus outros canais, pois acredita em clientes diferentes em cada um deles.  

“Há clientes que preferem comprar direto e outros usam o marketplace da sua preferência,” disse. 

A ideia é ampliar essas parcerias com outros serviços, especialmente com o tradicional crediário das Casas Bahia. 

A empresa também vai anunciar quatro alavancas para o “caminho do lucro” em seu Investor Day de hoje, mas sem dar uma data para quando isso vai acontecer.

A primeira é a melhora da eficiência operacional, por meio da utilização da AI, precificação dinâmica, além de uma melhora no sistema de logística e de abastecimento.

Além disso, a Casas Bahia quer reduzir a sua despesa financeira com a redução de spreads, monetização de ativos, aumento de prazos com fornecedores, otimização do giro dos estoques e a queda da Selic.

Depois de conseguir nove trimestres de crescimento de margem EBITDA, a varejista vê como a terceira alavanca a melhora da alavancagem operacional, intensificando parcerias como a do MELI e a da Amazon, o que vai permitir escala e negociações comerciais mais vantajosas. 

Por último, Franklin vê uma grande oportunidade no incremento da rentabilidade por meio de aumento do seu tradicional crediário.

Segundo o CEO, já há limites pré-aprovados tanto com bancos quanto com FIDCs para aumentar a carteira, que chegou a R$ 6,6 bilhões no fim do ano passado.

“Nos próximos dois anos, o foco vai ser muito fortemente no crescimento dos produtos de crédito, que é onde eu tenho mais geração de valor para o acionista,” disse Franklin. 

Franklin disse que a empresa começa este ano ainda em “modo turnaround”, mas com uma estrutura de capital mais ajustada e menor risco de execução.

“É um ano de transição, mas já muito mais positivo do que os anteriores,” disse Franklin.

No quarto tri, a Casas Bahia reportou um prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão. Segundo Franklin, as perdas foram essencialmente contábeis, sem efeito caixa, decorrente de uma provisão sobre ativos fiscais diferidos – créditos tributários que a empresa poderia usar para compensar lucros futuros. 

O executivo explica que a companhia decidiu fazer um stress test considerando um cenário macro mais adverso, com juros elevados por mais tempo, e optou por não reconhecer esses créditos agora; caso o ambiente melhore, essa provisão pode ser revertida e voltar para o resultado. 

A decisão, segundo Franklin, teve como objetivo “limpar o passado” e reduzir incertezas, deixando a companhia mais ajustada para o novo ciclo. Sem esse efeito, o prejuízo teria sido de R$ 79 milhões. 

A ação da Casas Bahia cai 66% nos últimos doze meses. A empresa vale R$ 2,6 bilhões na Bolsa.




André Jankavski




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OPINIÃO: O que vi na Nvidia GTC

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OPINIÃO: O que vi na Nvidia GTC

SAN JOSE, Califórnia – Depois de dois dias intensos na NVIDIA GTC – o maior evento de Inteligência Artificial do mundo – pude finalmente sentar na minha mesa no escritório da São Pedro Capital em São Francisco para digerir a avalanche de novidades.

Para nós, investidores fundamentalistas de longo prazo, é essencial a paz de espírito para separar a hype do pragmatismo.

Em primeiro lugar, é incrível a evolução da GTC em tão pouco tempo. Há meros dois anos, o evento se restringia ao (grande) centro de convenções de San Jose, onde se transitava com relativa facilidade.

Agora, nem a expansão para uma área quase 50% maior impede filas intermináveis para os painéis e a dificuldade até para comprar um lanche. 

Mas os pontos mais interessantes não vieram dos enormes salões cheios de robôs, ou das mais de 1.000 sessões, muitas delas transmitidas virtualmente –  e sim das reuniões e eventos mais exclusivos, alguns deles onde puderam participar apenas analistas e investidores com um relacionamento mais próximo com a companhia.

Entre um caviar e um foie gras – e uma foto com o CEO Jensen Huang – ficou notório o semblante tranquilo, o olhar confiante e a entonação otimista não só de Jensen, mas também da CFO Colette Kress e de outros executivos como Jeff Fisher, o SVP da GeForce (a divisão de gaming da Nvidia).

Esse ambiente benigno era o oposto da GTC do ano passado, quando a “disrupção do DeepSeek” e os “iminentes atrasos da Blackwell” traziam um ar pesado e mau humor mesmo quando regado a taças de champanhe.

Se o body language este ano foi construtivo, o mesmo pode ser dito do hard data.

Com lançamentos em diversas direções – de CPUs dedicadas a AI às LPUs que trazem mais eficiência a tarefas complexas – a Nvidia mostrou mais uma vez uma virtude que admiramos há anos: uma incrível capacidade de inovação enraizada numa obsessão em resolver os maiores e mais complexos problemas de engenharia de computação/hardware.

Num novo mundo em que a geração de tokens será cada vez mais essencial para a economia, é fundamental ter os melhores sistemas (máquinas e software), aqueles que não só geram o menor custo, mas também consomem o mínimo de energia.

E nisso, a Nvidia deixou ainda mais para trás qualquer outro competidor. Isso fica evidente em seu backlog de mais de US$ 1 trilhão entre 2025 e 2027 – nas nossas contas chegando em até US$ 1,5 trilhão se incluirmos novos produtos como Rubin Ultra, LPUs e CPUs.

Por fim, em sua função de carregar a bandeira da inovação, a Nvidia colocou mais holofotes ainda no OpenClaw, a incrível ferramenta de criação de soluções agênticas como automação de tarefas, envio de e-mails e criação de verdadeiros assistentes pessoais.

Ao endereçar algumas questões de cibersegurança com o NemoClaw – uma versão que roda dentro da “governança Nvidia” – mais e mais pessoas devem testar o produto, trazendo ainda mais utilidade e awareness para a AI.

Com tudo isso, é difícil sair da GTC sem ficar construtivo com as ações da Nvidia, ainda mais com o papel negociando agora a meros 13x o lucro de 2027, o menor múltiplo em quatro anos – quando a Nvidia passou por uma digestão complexa do trabalho remoto e problemas na distribuição para China.

O número chama ainda mais atenção depois do anúncio da distribuição de 50% do fluxo de caixa livre (FCF) para investidores (entre dividendos e recompra). 

Em resumo, seja por crescimento ou por valor, há muitas razões para um investidor se animar.

Thiago Kapulskis é sócio do Global Tech Fund da São Pedro Capital.




Thiago Kapulskis




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Investimento democrático, criptomoedas permitem aportes reduzidos

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Investimento democrático, criptomoedas permitem aportes reduzidos

A entrada de investidores brasileiros no mercado de criptoativos tem avançado à medida que o setor se estrutura, ganha maturidade regulatória e amplia o acesso a informações de qualidade. 

O Brasil ocupa o 5º lugar no Índice Global de Adoção de Criptomoedas da Chainalysis, o que atesta a democratização do segmento no país. Em meio a esse cenário, vale destacar que é possível montar uma carteira de criptos com um baixo valor de investimento inicial e pequenos aportes regulares. 

Tecnologia financeira

Criptomoedas são ativos digitais que operam em redes descentralizadas baseadas em blockchain, que funcionam com a mesma lógica de um livro de registro de cartório. Cada transação se assemelha a uma anotação oficial que não pode ser apagada nem alterada depois de registrada.

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A diferença é que, em vez de ficar guardado em um único lugar, esse “livro” é compartilhado simultaneamente com milhares de pessoas ao redor do mundo, o que garante transparência e segurança à operação. 

Assim, todos conseguem verificar as informações, e nenhuma autoridade central precisa validar ou controlar esses registros. Esse modelo reduz a dependência de instituições únicas e amplia o alcance dos ativos digitais, que passam a ser acessíveis a pessoas em todo o mundo, dão agilidade às transações e permitem que investidores de todos os portes acessem o mercado sob as mesmas condições. 

O Bitcoin, primeira e mais conhecida criptomoeda, inaugurou o segmento em 2008, e segue sendo o ativo mais negociado, com 58% de participação no mercado. A sua constante adoção abriu espaço para a criação de milhares de outras criptos, como a Ethereum, que hoje é a segunda mais negociada do segmento, o BNB, Solana, XRP e outras. 

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Outra categoria importante e que tem ganhado relevante participação de mercado, com mais de US$ 300 bilhões em capitalização de mercado, são as chamadas stablecoins: moedas com seu valor pareado a um ativo do mundo real, em geral moedas como dólar e euro, ou commodities como ouro e prata. 

Diversificação de investimento

Por estarem inseridas em uma rede descentralizada, as criptomoedas também tendem a ser menos expostas a eventos econômicos ou políticos específicos de uma única região

As criptomoedas são negociadas simultanea e ininterruptamente em todo o mundo, e por isso a oferta e demanda se equilibra entre diversos países, suas necessidades e cenários internos. Nesse contexto, as criptos fazem um papel importante de diversificação da carteira de investimentos. 

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Um dos principais mitos associados ao setor é a necessidade de um alto capital para iniciar os aportes. “Na prática, o Bitcoin e as outras criptomoedas são divisíveis, o que permite às pessoas adquirirem pequenas frações desses ativos, de acordo com o planejamento financeiro e disponibilidade de recursos”, diz Guilherme Nazar, vice-presidente Regional Américas & América Latina da Binance.

“Esse modelo permite que o investidor iniciante comece de forma progressiva, ganhe familiaridade com o mercado e avance com mais clareza ao longo do tempo”, complementa. 

Educação e segurança 

O processo de entrada neste mercado passa por uma etapa fundamental: o entendimento dos conceitos básicos sobre os criptoativos. Afinal, educação financeira, segurança, compliance e infraestrutura são elementos centrais para uma jornada mais consciente.

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“Para quem está dando os primeiros passos, a principal recomendação é buscar informação de qualidade e avançar de forma gradual. Hoje, plataformas globais, como a Binance, oferecem não só acesso à negociação de ativos digitais, mas também uma ampla base de conteúdos educativos gratuitos”, afirma Nazar.

Iniciativas como a Binance Academy, voltada para investidores de todos os níveis, traz explicações didáticas sobre funcionamento, conceitos e boas práticas no uso de ativos digitais.

Infraestrutura e experiência

Outro ponto relevante para quem está começando no segmento é a escolha de uma plataforma que ofereça um ambiente estruturado e alinhado às melhores práticas do mercado para fazer as operações. 

A Binance, principal provedora global de infraestrutura de blockchain e criptomoedas, mantém a conformidade com a regulação, educação e tecnologia para promover uma adoção responsável de criptoativos no país.

Com ferramentas acessíveis, conteúdos educativos e atendimento humanizado, a plataforma eleva a experiência dos investidores brasileiros ao nível global. Mais informações sobre os serviços da Binance podem ser acessadas no site.

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Correio italiano propõe comprar a Telecom Italia

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Correio italiano propõe comprar a Telecom Italia

A Poste Italiane — a estatal italiana que opera os serviços postais do país — fez uma oferta de € 10,8 bilhões para fechar o capital da Telecom Italia, no que alguns analistas viram como uma tentativa oportunística do Governo de reestatizar a gigante de telecom pagando um prêmio baixo. 

A Poste Italiane ofereceu € 0,167 em dinheiro, além de € 0,0218 em novas ações de sua própria emissão para cada ação da Telecom Italia. A oferta avalia a ação da TIM em € 0,635 — um prêmio de 9% em relação ao fechamento de sexta. 

A combinação das duas empresas criaria uma gigante com receita combinada de € 27 bilhões e um lucro operacional de € 5 bilhões. A nova empresa teria mais de 150 mil funcionários. 

A Poste Italiane — que já é o maior acionista da Telecom Italia com 27% do capital — disse que a transação também traria sinergias relevantes. A empresa estima € 700 milhões por ano de ganhos antes de impostos com a fusão, dos quais € 500 milhões viriam de cortes de custos, incluindo um menor custo da dívida. 

Pietro Labriola ok

Segundo o Financial Times citando fontes a par do assunto, a Telecom Italia deve chamar uma reunião de conselho já na segunda-feira para avaliar a oferta.

O jornal disse que o presidente da Telecom Italia, Pietro Labriola, teria recebido bem a proposta, já que a transação criaria um “campeão nacional.”

O analista James Ratzer, da New Street Research, disse ao FT que a transação parece uma forma barata de reestatizar a empresa, privatizada em 1997. 

“Se eles querem ter sucesso [na transação] esperamos que eles tenham que aumentar a oferta,” disse o analista. 

A oferta vem num momento em que os serviços de telecom têm sido vistos com um ativo estratégico pelos governos europeus, cada vez mais preocupados em proteger sua soberania de dados. 

No comunicado da oferta, a Poste Italiane — que diferente dos Correios brasileiro é uma estatal lucrativa — disse que a transação “forneceria ao grupo uma rede de telecomunicações móvel e fixa, uma posição de liderança em infraestrutura de nuvem e data centers e a capacidade de oferecer tratamento seguro de dados para o Estado.”

A Telecom Italia é hoje a terceira maior provedora de serviços de banda larga e telefonia móvel da Itália, em número de clientes, depois da Vodafone e da WindTre. No Brasil, onde controla a TIM Brasil, ela também está na terceira posição, atrás da Vivo e da Claro. 

Em 2024, a Telecom Italia vendeu sua infraestrutura de rede fixa na Itália para a KKR, numa transação de € 22 bilhões que ajudou a reduzir seu endividamento.

A Poste Italiane — que recentemente expandiu sua operação para serviços de nuvem e finanças — entrou no capital da Telecom Italia pela primeira vez no ano passado, comprando num block trade uma participação de 9% que pertencia à gestora Cassa Depositi e Prestiti, que também tem o Governo italiano como acionista. 

Um pouco depois, aumentou sua fatia para os 27% atuais, com mais dois blocos, cujo vendedor foi a francesa Vivendi, que era a maior acionista da Telecom Italia naquele momento.

A Telecom Italia vale € 12,77 bilhões na Bolsa de Milão, com sua ação quase dobrando de valor nos últimos doze meses.




Pedro Arbex




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