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Tesouro anuncia conversas com investidores para emissão em euros

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Tesouro anuncia conversas com investidores para emissão em euros

O Tesouro Nacional informou nesta terça-feira (14) que iniciou conversas com investidores visando a emissão de títulos denominados em euros.

A iniciativa poderá ser seguida por uma oferta, “a depender da receptividade e das condições de mercado”, disse o Tesouro em nota. A operação será liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS.

A informação havia sido antecipada nesta manhã pelo IFR, serviço da LSEG.

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O Brasil está há mais de uma década sem emitir no mercado europeu. O Tesouro afirmou que a operação busca oferecer referência para outros emissores domésticos e contribuirá para a “diversificação cambial” da dívida pública.

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A lei que aumentou o ‘disclosure’ (e o stress) das empresas estrangeiras nos EUA

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A lei que aumentou o ‘disclosure’ (e o stress) das empresas estrangeiras nos EUA

Uma mudança regulatória nos EUA passou a obrigar empresas estrangeiras — incluindo brasileiras — a abrir novas informações ao mercado.

Desde 18 de março, companhias estrangeiras listadas nos EUA, ou com ações negociadas lá, precisam reportar à SEC as participações acionárias e negociações com ações de diretores e conselheiros em até dois dias úteis.

Até então, as empresas brasileiras listadas no mercado americano – como Nu Holdings, a controladora do Nubank, Stone&Co e XP Inc. – não tinham que abrir esses dados. 

As que têm ADRs – Ambev, Bradesco, Gerdau, Itaú, Embraer e Vale, entre outras – seguiam apenas a Resolução 44 da CVM, que prevê o disclosure de acionistas com mais de 5% de participação no capital.

A regra brasileira também obriga diretores e conselheiros a informar às empresas em que atuam sobre suas negociações com ações em até cinco dias. As companhias têm até dez dias a partir do mês seguinte à negociação dos papéis para enviar os dados à CVM – que depois disso abre a informação para o mercado. 

Mas essa divulgação pública é feita em bloco – ou seja, por grupo de diretores e conselheiros, e não individualmente.

A nova lei americana está gerando um desconforto entre executivos e empresários brasileiros que, por diferentes razões, não querem dar disclosure para este tipo de informação.

“Existe, é claro, uma preocupação com segurança, mas muitas companhias não querem divulgar quanto cada diretor tem para não gerar comparações internas e com concorrentes,” disse um advogado especializado em mercado de capitais. “E os executivos querem manter sua privacidade.”

Segundo este advogado, algumas empresas chegaram a contratar assessores jurídicos americanos para entrar com representações junto à SEC pedindo para o Brasil ser excluído da lista de países que precisam prestar essas informações.

A SEC publicou uma lista de exceções pouco antes de a regra entrar em vigor, quando entendeu que determinados reguladores locais já exigiam um nível de disclosure compatível com o americano. 

Foram dispensados de enviar informações adicionais  Canadá, Chile, Coreia, Suíça e a maioria dos países europeus. Mas, para o Brasil, a obrigação permaneceu. 

Acessando o Edgar, o sistema eletrônico da SEC, é possível ver que Milton Maluhy, o CEO do Itaú, detém 2,7 milhões de ações preferenciais do banco, que somam cerca de R$ 125 milhões.

Na Gerdau, o CEO Gustavo Werneck tem 188 mil ações preferenciais e 418 mil RSUs, ações que fazem parte de pacotes de remuneração e estão sujeitas a um período de vesting – neste caso, escalonado até fevereiro de 2029. Somando tudo, o valor é de quase R$ 13 milhões.  

David Vélez, o fundador do Nubank, tem 902 milhões de ações classe B e 6,9 milhões de ações classe A (parte delas, unvested). Um total de US$ 12 bilhões.

Cristina Junqueira tem 119 milhões de ações classe B e 12 milhões de classe A (parte delas, unvested), o que soma US$ 1,7 bilhão. O sistema mostra ainda que, em 23 de março, ela vendeu 300 mil ações classe A ao preço de US$ 14,81 – o equivalente a US$ 4,4 milhões.

Guilherme Lago, o CFO do Nubank, tem 7 milhões de ações Classe A – desse total, cerca de 30% já vested, e o restante, unvested.

Mas a regra também tem algumas brechas e, por isso, uma das grandes curiosidades da Faria Lima – a fatia de cada executivo na XP Control, o veículo que controla a XP – continua um segredo.

Na SEC, Guilherme Benchimol aparece como dono de 101,8 milhões de ações Classe B via XP Control – o equivalente a cerca de US$ 2 bilhões. 

Mas esse total inclui as ações de outros executivos da XP que também integram a XP Control: José Berenguer, Thiago Maffra, Fabricio Almeida e Guilherme Sant’Anna.

Segundo uma pessoa a par dos reports da XP, as novas regras permitem que as participações sejam consolidadas e apareça apenas o nome de Benchimol nos formulários da SEC, porque ele é o controlador. 

Os dados públicos sobre as participações diretas desses executivos mostram que Maffra tem 689 mil ações Classe A (cerca de US$ 14 milhões) – que são os papéis que ele já tinha antes de fazer parte da XP Control.

Berenguer tem 891 mil ações Classe A, o equivalente a US$ 19 milhões.

Pelo mesmo motivo, não é possível saber as participações dos integrantes da família Gerdau. Elas estão consolidadas numa holding que inclui também outros acionistas.

No caso do Itaú, Roberto Setubal aparece com 5,1 bilhões de ordinárias do banco (o equivalente a quase R$ 240 bilhões) – mas elas são parte de uma corporation que também inclui outros acionistas. 

De forma direta, Setubal tem 18,4 milhões de ações ON do banco, e 1,1 milhões de PNs. 

Pedro Moreira Salles tem 2,9 bilhões de ordinárias (R$ 135 bilhões), também como parte de uma corporation que inclui outros acionistas. De forma direta, tem 13,4 milhões de ações ON e 12,1 milhões de preferenciais.

Nos formulários do Bradesco, só estão públicas as informações de alguns executivos, como as do vice-presidente executivo Bruno Boetger, que tem 365 mil ações preferenciais (o equivalente a R$ 7,5 milhões). O banco disse que enviou todos os dados para a SEC.

A lei também deixa a cargo das empresas escolher quais diretores terão seus dados enviados para os reguladores americanos.

A nova exigência da SEC consta do Holding Foreign Insiders Accountable Act, aprovado pelo Senado e sancionado pelo Presidente Trump em dezembro.

Brad Brasser, sócio do escritório Jones Day em Minneapolis, disse que historicamente os emissores estrangeiros “se valeram de adequações regulatórias, de reporte e de governança por parte de reguladores e das bolsas de valores nos Estados Unidos desenhadas para atrair empresas estrangeiras para os mercados americanos e para dar aos investidores americanos a oportunidade de negociar valores mobiliários dessas empresas.” 

“Foi necessária uma intervenção do Congresso para tentar equilibrar esse cenário no que diz respeito à divulgação de informações sobre a negociação de ações por parte de administradores e dirigentes de muitas empresas não americanas,” Brasser disse ao Brazil Journal

A percepção geral é que o alvo dos EUA com a nova regulação são as empresas chinesas – e seus principais acionistas e executivos. 

“Existe uma preocupação em fechar o gap informacional em razão de escândalos corporativos e questões geopolíticas,” disse Fabio Coelho, presidente da Amec.

Numa visão otimista, a maior transparência e a força da SEC podem subir a régua da fiscalização em outros mercados – o que seria bem vindo no Brasil.

“A SEC tem um patamar diferenciado de análise e interpretação de dados, consegue entregar mais rápido e ser mais direta no enforcement, ao menos hoje,” disse o advogado Otavio Yazbek, especializado em mercado de capitais. “A percepção é de que, lá, o enforcement funciona de fato.”

O problema, na visão de alguns especialistas, é o aumento da complexidade operacional e do risco de observância. O prazo para divulgar as informações, de dois dias úteis, é visto como apertado – e qualquer deslize pode gerar penalidades. 

“O ônus regulatório aumenta, mas uma maior transparência é algo bastante positivo,” disse Coelho, da Amec.




Giuliana Napolitano




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O carioca discreto que ressuscitou o maior pavão dos eventos, o Rio Fashion Week

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O carioca discreto que ressuscitou o maior pavão dos eventos, o Rio Fashion Week

A notícia de que uma semana de moda no Rio voltaria a acontecer e em grande estilo pegou fashionistas e aspirantes à categoria de surpresa. É que a última tentativa, feita em 2016, sem empolgar, durou apenas uma temporada.

Então, quando Eduardo Paes anunciou em dezembro, com um avatar seu desfilando no Instagram, que o Rio Fashion Week vinha aí, teve gente desacreditada na notícia (e no post kitsch do então prefeito do Rio). Outras se animaram. E teve ainda quem chiou ao pensar que a ideia de ressuscitar uma fashion week na cidade vinha do paulista Paulo Borges, sócio e criador do São Paulo Fashion Week.

Confesso que, além do post de Dudu Paes, desacreditei do cronograma de lançamento o que foi anunciado em dezembro acontece agora, em abril, um tempo apertadíssimo para fazer algo do tamanho que a cidade e a moda merecem.

“Na verdade, a ideia já tinha sido plantada há alguns anos pela Daniela Maia, secretária municipal de turismo, que me procurou algumas vezes para fazermos algo. Nunca sentia que era hora de irmos nessa direção porque eu estava começando a fazer o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1. Até que, em outubro passado, intuí que tinha chegado o momento. Liguei para a Dani e aqui estamos,” diz Alan Adler, CEO da IMM Esporte e Entretenimento, o carioca (e friso a palavra carioca) responsável por colocar o Rio Fashion Week de pé.

Alan Adler

Foi só nessa entrevista que a ficha desta fashionista caiu. O Rio Fashion Week aconteceria mesmo, e com potência, graças ao Alan, um CEO nascido e criado no Rio, que curte moda, respeita a moda, mas não vive a moda.

Sentado em sua casa no Jardim Botânico, de camiseta branca e sotaque arrastado como o meu, Alan conta que sua única condição para fazer a semana de moda do Rio acontecer era que o evento fosse “pé no chão”.

Com 24 anos de experiência em eventos como o próprio SPFW, Cirque du Soleil, SP e Rio Open e Rio Sail GP, Alan sabe que seria uma “viagem”, como ele mesmo disse, trazer uma marca internacional para a passarela.

“Isso não faz sentido, é um investimento gigante. Não acho que deixe o legado que a gente imagina ter. Claro que um dia isso pode acontecer, mas tem que acontecer de forma espontânea. Precisa ter viabilidade econômica e financeira, senão não se sustenta. Legal, fica bonito para caramba no primeiro ano, aí, no segundo ano, opa!, a marca já não vem. No terceiro ano, opa!, já tem um buraco aqui para cobrir de anos. Pé no chão é levar, de fato, o Rio para o mundo, levar a moda carioca para o mundo, e não querer trazer a Dior, por exemplo. Temos marcas incríveis aqui!”, disse ele.

“Existia um vácuo enorme no Rio de Janeiro. Um absurdo o Rio não ter uma semana de moda que a gente possa se orgulhar, que possa representar o nosso estilo, nosso lado sexy. Como empresário desse setor vi ali uma oportunidade.”

Velejador olímpico de três edições dos Jogos, Alan conta que foi o esporte que o conectou com a moda. 

“Quando você lança uma camisa da seleção brasileira, cara, isso é moda. O uniforme vira um tema entre os atletas porque tem que ser bonito e agradável,” disse ele, um consumidor de moda esportiva discreta, como as polos da Lacoste com o crocodilo camuflado no mesmo tom da blusa. “A moda é sobre comportamento.”

Marcado para acontecer no Porto Maravilha entre 15 e 18 de abril, o Rio Fashion Week quer também aproximar as pessoas.

“A atenção às redes é tão grande que estamos mais sozinhos, isolados. A única certeza que eu tenho é que a interação social vai ser cada vez mais valorizada. E isso mexe com o nosso setor, que já está se valorizando demais e só tende a crescer. Uma das únicas coisas que você ainda consome ao vivo é o esporte. Então o Porto Maravilha vai ser esse hub onde as pessoas vão se ver e ser felizes, onde as marcas vão se conectar com elas.”

Vinte marcas do Brasil todo vão apresentar suas coleções para convidados, compradores, imprensa nacional e internacional e entusiastas que puderam comprar convites para os desfiles os ingressos, já esgotados, partiram de R$ 50.

Nomes consagrados da moda brasileira como Patricia Viera, Osklen, Lenny e Blueman se unem a uma turma jovem e talentosa que já brilha aqui e lá fora, como Airon Martin, da Misci, e Karoline Vitto, catarinense radicada em Londres e conhecida por seus vestidos colantes que desenham corpos para além do tamanho G.

Mais que desfiles, Alan lembra que Rio Fashion Week tem uma programação extensa, com festas, ativações pela cidade, business sessions com palestrantes que vieram de fora.

A expectativa da Prefeitura é que o evento movimente mais de R$ 200 milhões, com geração de 8 mil empregos, além de ter potencial para gerar até R$ 1 bilhão em mídia espontânea para o Rio. 

No comando de 92 pessoas que trabalham na IMM, Alan gosta de gente, de olho no olho, mas se diz um homem de backstage. Vai ver tudo, todos os desfiles, para sentir o público – e por isso estará, segundo ele, à paisana.

“Fico assim em todos os meus eventos, conversando com as pessoas, entendendo quem quer voltar no ano que vem. Menos na Fórmula 1. Nesse caso eu apareço mais.”

O que o Rio Fashion Week deixa para a cidade?, pergunto.

“É algo intangível, mas essencial. É a reputação da cidade, da imagem do Rio para o mundo. E que a gente deixe autoestima e prosperidade pras marcas e obviamente autoestima para todo mundo que participa, para o carioca, para as marcas. É um evento para se orgulhar. E que seja o primeiro de muitos e muitos.”




Paula Merlo




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Mythos, a AI perigosa demais para ser lançada

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Mythos, a AI perigosa demais para ser lançada

A corrida nuclear culminou na capacidade de as potências se destruírem mutuamente – e no risco de todo o planeta ir pelos ares por causa de um simples descuido nos protocolos de segurança.

Na semana passada, ficou um pouco mais evidente que a corrida da inteligência artificial está empurrando a humanidade para uma ameaça semelhante.

A Anthropic criou um novo modelo que, segundo a empresa, é perigoso demais para ser divulgado – especialmente por causa de sua capacidade de realizar operações de hackeamento de alto nível e de maneira totalmente autônoma, sem qualquer orientação humana.

boopo dario amodei

Se pode hackear, por que não poderia detonar um ataque cibernético ou coisa pior?

Mesmo em meio à guerra no Irã, o assunto virou prioridade na agenda das autoridades americanas. Informações divulgadas apenas posteriormente revelaram que, na terça-feira passada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o presidente do Federal Reserve, Jay Powell, convocaram uma reunião de emergência em Washington com os CEOs dos maiores bancos americanos. A pauta foi o risco de um sistema de AI driblar as ferramentas de segurança cibernética do sistema financeiro. 

O novo modelo da Anthropic é o Claude Mythos Preview, que a empresa decidiu não divulgar para o grande público. Apenas um grupo de 40 empresas –  incluindo Apple, Amazon, Microsoft e JP Morgan, além de algumas das principais companhias de cibersegurança, como a Crowdstrike – terão acesso ao código.

Por seu elevado poder de raciocínio e capacidades de explorar fragilidades e vulnerabilidades em softwares, o Mythos Preview representa uma ameaça até agora sem precedentes.

Por iniciativa da própria Anthropic, foi criado um consórcio chamado Projeto Glasswing, do qual farão parte empresas que concorrem diretamente na disputa comercial da AI, como o Google, além de fornecedores de hardware como Nvidia, Cisco e Broadcom, e desenvolvedores de softwares críticos de código aberto, como a Linux Foundation.

Scott Bessent ok

“Criamos o Projeto Glasswing devido às capacidades que observamos em um novo modelo de vanguarda treinado pela Anthropic, que acreditamos ter o potencial de remodelar a cibersegurança,” afirmaram as empresas da coalizão. “Os modelos de AI atingiram um nível de capacidade de programação que lhes permite superar quase todos os humanos, exceto os mais habilidosos, na busca e exploração de vulnerabilidades dos softwares.”

Segundo a Anthropic, o Mythos Preview já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade – e até mesmo nos principais sistemas operacionais e navegadores da web.

Em um dos casos observados, a equipe de segurança da empresa afirmou ter sido possível comprometer um navegador para que um site criado por um hacker pudesse ler dados de outro site – por exemplo, os dados de uma conta bancária.

“Dado o ritmo acelerado do progresso da AI, não vai demorar para que tais capacidades proliferem, potencialmente além do alcance de agentes comprometidos com sua implantação segura,” disseram as empresas envolvidas na iniciativa.

“As consequências – para as economias, a segurança pública e a segurança nacional – podem ser graves. O Projeto Glasswing é uma tentativa urgente de colocar essas capacidades a serviço de fins defensivos.”

Dario Amodei, o fundador e CEO da Anthropic, tem sido um dos líderes na revolução da AI – e também um dos mais vocais divulgadores dos riscos envolvidos e defensor intransigente da segurança no desenvolvimento da tecnologia. Ex-chefe de pesquisa da OpenAI, foi um dos criadores do ChatGPT, mas deixou a empresa por divergências com o CEO Sam Altman – justamente por questões de segurança – e fundou sua própria startup em 2021.

Logan Graham, o diretor de uma equipe da Anthropic que testa novos modelos para capacidades perigosas, chamou o Mythos de “o ponto de partida para o que acreditamos ser um ponto de virada na indústria – ou um acerto de contas que precisa acontecer agora.”

 

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Giuliano Guandalini




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