As ações da Petrobras (PETR4) seguem como um dos principais destaques de força no mercado brasileiro, mesmo após a recente correção que sucedeu a máxima histórica em R$ 50,69. Atualmente negociando na região de R$ 48,46, o ativo mantém uma estrutura técnica positiva, sustentada pela negociação acima das médias móveis, o que indica que o movimento recente ainda pode ser interpretado como um pullback dentro da tendência de alta.
Na minha leitura, o papel entra em uma fase decisiva, em que o comportamento do preço nas regiões de suporte e resistência será fundamental para definir se haverá retomada do fluxo comprador ou aprofundamento da correção. O cenário segue construtivo, mas exige atenção diante do estágio mais avançado do movimento.
Para entender até onde as ações da Petrobras (PETR4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica Petrobras (PETR4)
No curto prazo, observo que a Petrobras (PETR4) mantém tendência de alta, mesmo após a correção recente após o topo histórico em R$ 50,69. O ativo negocia próximo de R$ 48,46, ainda acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que caracteriza um pullback saudável dentro da estrutura altista. O IFR (14) em 66,21, em zona neutra, reforça que ainda há espaço para retomada do fluxo comprador sem sinais claros de exaustão.
Para continuidade da alta, será essencial o rompimento da máxima histórica em R$ 50,69, o que pode abrir espaço para projeções em R$ 51,50, R$ 53,20 e níveis mais elevados em R$ 55,90 / R$ 57,30, com extensão até R$ 60,00. Esse cenário ganha força caso o ativo mantenha suporte nas médias e haja entrada consistente de volume comprador.
Por outro lado, a perda da região de suporte nas médias e na faixa de R$ 46,75 / R$ 44,30 pode intensificar o movimento corretivo, com possíveis alvos em R$ 42,00 e R$ 39,90. Abaixo desses níveis, o ativo pode buscar regiões mais baixas em R$ 35,63 e na média de 200 períodos em R$ 33,25. Assim, o papel permanece forte, mas em ponto técnico decisivo no curto prazo.
No médio prazo, a Petrobras (PETR4) segue em forte tendência de alta, com valorização expressiva em 2026 e recente renovação da máxima histórica em R$ 50,69. O ativo negocia próximo de R$ 48,42, ainda acima das médias de 9 e 21 períodos, embora com um afastamento relevante — fator que aumenta a probabilidade de correções ou consolidações ao longo do movimento. O IFR (14) em 81,24, em região de sobrecompra, reforça esse alerta, apesar de não haver sinais claros de reversão até o momento.
Para continuidade do movimento altista, será necessário romper novamente a máxima em R$ 50,69, o que pode destravar alvos em R$ 53,55, R$ 59,30 e níveis mais elevados em R$ 61,75 / R$ 64,25, com extensão até R$ 70,00. No entanto, diante do movimento já esticado, a evolução tende a ocorrer de forma mais gradual, com períodos de acomodação ao longo do caminho.
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Por outro lado, a perda da região de suporte em R$ 46,77 / R$ 44,20 pode dar início a um movimento corretivo mais consistente, com alvos em R$ 40,00 e regiões inferiores próximas de R$ 35,00. Ainda assim, enquanto permanecer acima dessas faixas, o cenário técnico segue positivo no médio prazo, com o ativo estruturalmente forte, mas exigindo atenção ao equilíbrio entre continuidade da alta e realização de lucros.
Estados Unidos e Irã chegaram a uma trégua temporária que anima os mercados nesta quarta-feira (8), mas não evita consequências de longo prazo que deverão ser entendidas mesmo que o conflito realmente chegue ao fim. A análise é da Verde Asset Management, que alerta para efeitos da guerra ainda não incorporados nos preços.
“Mesmo que a guerra termine amanhã, devemos conviver com preços mais altos de energia por bastante tempo”, avaliou a gestora de Luis Stuhlberger em carta mensal divulgada na última terça, pouco antes do anúncio do cessar-fogo. “Os impactos de segunda ordem dessa lógica ainda não foram precificados nos mercados: é um mundo mais estagflacionário”, atestou a casa.
Estagflação é o conceito que combina uma economia em desaceleração junto com ambiente de inflação persistente.
Segundo a Verde, um dos desafios da crise atual é a liberação de fato do tráfego no Estreito de Ormuz. Pelo que se sabe do acordoa até agora, o Irã teria concordado em liberar o estreito mediante o pagamento de um pedágio, algo que a gestora considera uma saída “bastante problemática no longo prazo”, muito embora seja capaz de aliviar incertezas no curto prazo.
Esse ponto vem gerando ruído até mesmo nas primeiras horas após a trégua. Nesta quarta, informações apuradas por agências de notícias dão conta de um tráfego ainda tímido na passagem, e que teria sido até mesmo novamente interrompido totalmente pelo Irã diante dos ataques israelenses ao Líbano, mesmo após o cessar-fogo. Ao mesmo tempo, drones iranianos teriam atingido alvos americanos no Golfo, e instalações petrolíferas na Arábia Saudita.
Como o vice-presidente americano JD Vance falou, a situação ainda é de uma trégua frágil – e o petróleo, apesar de ter chegado a recuar quase 20% na sessão, ainda segue negociado acima de US$ 90 o barril.
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Olhando o copo meio cheio, no entanto, a Verde aponta o Brasil como ponto positivo em meio à turbulência, e voltou a comprar ações locais ainda no começo de março.
“O Brasil performou excepcionalmente bem em meio à volatilidade de março, especialmente o câmbio e o mercado acionário”, disse a gestora. É consenso que o país se beneficia de um preço de petróleo mais alto – tanto fiscalmente quanto no balanço de pagamentos – em meio a um universo de mercados emergentes cheio de países importadores de energia”, finalizou.
Enquanto aumentou a fatia em ações brasileiras, a Verde zerou posição aplicada (que se beneficia da queda) em juro real, aproveitando os leilões do Tesouro, e manteve opções de compra no real. Além disso, manteve alocação em crédito e se desfez de proteções contra perdas nesse mercado. No exterior, manteve bolsa global, posição em moeda chinesa e em uma cesta de moedas contra o dólar, e comprou proteção de crédito da Arábia Saudita.
Em um mês altamente desafiador para fundos multimercados, o Verde entregou 0,05% de rentabilidade, contra 1,21% do CDI. Em 2026, o fundo registra 4,57% de retorno, contra 3,41% do benchmark da classe.
A Vitru Educação acaba de lançar um follow-on que pode levantar até R$ 300 milhões visando o aumento da liquidez do papel e também uma aceleração da expansão orgânica da companhia.
A dona das marcas Uniasselvi e Unicesumar anunciou que fará uma oferta-base 100% primária de 13,6 milhões de ações, somando cerca de R$ 200 milhões e destinada a investidores profissionais do Brasil e do exterior.
Dependendo da demanda, a oferta pode ser acrescida em até 35% (lote adicional) e mais 15% (o lote suplementar), chegando aos R$ 300 milhões.
O bookbuilding levará em conta o preço de tela da ação, e a precificação está marcada para 15 de abril.
O CFO Gabriel Lobo disse ao Brazil Journal que a companhia teve três motivações para fazer o follow-on agora: “o nível de maturidade da companhia após a migração da Nasdaq para a B3, a consistência dos resultados recentes e o novo marco regulatório da educação.”
“Este é o momento ideal para comunicar nossa trajetória ao mercado, aumentar a liquidez das nossas ações e atrair uma nova base de investidores,” disse Lobo.
A operação vinha sendo discutida há meses no conselho, mas ganhou tração nas últimas semanas, depois que a empresa sinalizou ao mercado em março que avaliava a operação.
Com a oferta, a Vitru acredita que o papel pode mais que dobrar a liquidez diária, saindo de R$ 8,5 milhões por dia para cerca de R$ 20 milhões, disse Lobo.
Segundo o CFO, os recursos levantados irão para desalavancagem e gestão dos passivos, capital de giro e expansão orgânica, especialmente na área de saúde.
O plano da Vitru é abrir cerca de 51 novos polos presenciais e ampliar seus laboratórios – um ponto que ganha relevância com as exigências do novo marco regulatório, que aumentou a obrigatoriedade de presencialidade e infraestrutura física.
A Vitru já vinha numa agenda de desalavancagem nos últimos anos. No quarto tri, a companhia ficou em 2x EBITDA, ante 2,6x no mesmo período do ano passado. Em 2022, a métrica estava em 5,1x.
O follow-on é o primeiro movimento relevante da Vitru no mercado desde sua saída da Nasdaq e a listagem na B3, concluída em 2024.
A ação da Vitru sobe 130% nos últimos doze meses – mas ainda está 12% abaixo de sua relistagem na B3. A empresa vale R$ 1,9 bilhão na Bolsa.
BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI estão coordenando a oferta.
A Sabesp está estudando a privatização da Copasa, mas uma eventual participação no processo ainda dependerá de uma análise detalhada do risco e retorno envolvidos, disse o CEO da companhia, Carlos Augusto Piani.
Em paralelo, a empresa também aguarda licitações do programa Universaliza São Paulo, previstas para o segundo semestre e vistas como oportunidades mais óbvias.
“São Paulo está muito próximo de nós. Minas Gerais está um pouquinho mais longe. Mas também vamos olhar se vier a mercado,” Piani disse ao participar de um evento do Bradesco BBI nesta terça-feira.
“Acho que o timing está muito corrido,” acrescentou ele, falando sobre os preparativos para o leilão.
Piani também notou que o modelo de regulação do saneamento em Minas “não é tão robusto quanto o modelo de São Paulo,” com algumas definições ainda pendentes, o que faz com que o negócio tenha “um pouco mais de risco.”
Ao falar sobre o apetite pela Copasa, ele pontuou também que a Equatorial Energia, que se tornou a acionista de referência da Sabesp, “ficou uns seis a oito anos sem investir em nada” porque não encontrava ativos com retorno ajustado ao risco.
“De qualquer forma, estamos olhando. Em M&A, você tem que estar sempre presente.”
Piani, que foi chairman da Equatorial antes de assumir a Sabesp, disse ainda que uma eventual entrada na disputa pela Copasa dependerá de a Sabesp estar em dia com suas obrigações em São Paulo.
Nesse aspecto, porém, ele pontuou que a empresa está confiante em atingir as metas de universalização.
Ele também revelou que a Sabesp está discutindo um ajuste, para cima, nos investimentos previstos para a universalização dos serviços de saneamento em suas áreas.
O capex atual projetado para até 2029 é de R$ 70 bilhões; o novo número ainda não está fechado.
“Hoje temos mais de mil obras em andamento, quase 40 mil pessoas trabalhando nas nossas obras de universalização,” disse Piani.
Segundo ele, o ajuste no capex não será “nada absurdo” e decorre de uma inflação maior que o esperado, em meio a um mercado aquecido de projetos de infraestrutura em São Paulo e à antecipação de alguns investimentos em função da escassez hídrica deste ano.
“Vamos investir um pouco mais. Estamos discutindo exatamente esse montante, mas não houve nada de mais.”