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É possível vencer no trading? Top 3 do mercado mostra caminho – e armadilhas

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É possível vencer no trading? Top 3 do mercado mostra caminho – e armadilhas

Caio Scotte está entre os principais nomes do trading brasileiro após alcançar o terceiro lugar no Top Traders InfoMoney 2025, ranking definido por votação entre participantes do próprio mercado. Analista sênior e responsável por iniciativas de formação de traders, ele construiu sua trajetória com base no conhecimento, que aponta como principal ferramenta para evitar falhas e sustentar resultados no mercado.

No trading, onde perdas são inerentes à atividade, a lógica defendida por Scotte não está em evitá-las completamente, mas em controlá-las. A consistência, segundo ele, depende da capacidade de manter uma vantagem estatística ao longo do tempo, mesmo diante de oscilações.

Essa abordagem se traduz em uma atuação que prioriza clareza operacional e disciplina, em contraste com práticas comuns entre iniciantes, como a ausência de método definido e a tomada de decisão baseada em intuição.

“Conhecimento sempre libertará. Estude muito, se dedique, tenha paciência, humildade e pé no chão”, afirmou.

Leia também: Top Traders InfoMoney lista os 20 principais destaques do trading brasileiro em 2025

O avô Cinésio e o interesse pelo mercado financeiro

O primeiro contato de Scotte com o mercado financeiro ocorreu ainda na adolescência, a partir da convivência com o avô, no interior de São Paulo. Em 2008, acompanhava a rotina de anotar cotações de ações em jornais, em uma experiência que despertou interesse pela renda variável.

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Anos depois, já trabalhando em uma agência de turismo na Avenida Paulista e cursando Arquitetura, decidiu aprofundar os estudos. Sem recursos para formações mais completas, iniciou a aprendizagem com cursos básicos e conteúdos acessíveis.

A mudança de trajetória profissional ocorreu de forma gradual. Ao migrar para a área comercial na construção civil, passou a conciliar o trabalho com as operações no mercado, aproveitando intervalos da rotina para acompanhar negociações.

“Em 2008, meu avô Cinésio era quem me fazia anotar os preços das ações. Ali ficou essa vontade por renda variável”, disse.

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Leia também: Caio Scotte: Ganhei R$ 70 mil numa semana, na outra perdi tudo

Construção da carreira

Caio Scotte, trader. Foto: Divulgação

A construção de consistência levou anos. Entre 2012 e 2016, Scotte atravessou um período sem ganhos expressivos, enquanto buscava estruturar um modelo operacional e compreender melhor o funcionamento do mercado.

A partir de 2016, com o aumento da volatilidade, passou a operar com maior intensidade, acumulando experiência e aprimorando sua leitura de mercado. O período foi decisivo para a evolução técnica e para a definição de sua abordagem.

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Com o tempo, consolidou um método baseado em gestão de risco, utilizando a unidade “R” como referência para dimensionar perdas e ganhos. A padronização permitiu reduzir o impacto emocional e trazer maior previsibilidade às operações.

“Se eu não sei descrever meu operacional em menos de um minuto, eu não tenho um modelo. Tudo vira achismo”, afirmou.

Leia também: Veterano trader Caio Scotte explica como reagir às adversidades do mercado financeiro

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Destaque no Top Traders InfoMoney

Top Traders InfoMoney – Expert Trader XP (Imagem: Bruno Nadai)

A partir de 2021, já na XP Inc., Scotte ampliou sua atuação ao participar da estruturação da Mesa Trader e ao desenvolver iniciativas voltadas à formação de novos operadores. O trabalho incluiu mentorias, conteúdos educacionais e a criação de metodologias próprias.

Ao longo desse processo, mais de 4 mil alunos passaram por seus programas, consolidando sua presença também no campo educacional dentro do mercado financeiro.

O reconhecimento mais recente veio com o terceiro lugar no Top Traders InfoMoney 2025, reforçando sua posição entre os principais nomes do setor, em um ranking baseado na avaliação entre participantes do próprio mercado.

Leia mais: Caio Scotte fica em 3º lugar no prêmio Top Traders InfoMoney

“Não preciso ter a técnica mais difícil, mas preciso me comportar muito bem no dia mau para conter o dano e manter a minha vantagem ao longo do tempo”, disse.

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Russell 1000 pode destravar fluxo para a JBS; corretoras reiteram ‘compra’

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Russell 1000 pode destravar fluxo para a JBS; corretoras reiteram ‘compra’

A perspectiva de que a JBS seja incluída no Russell 1000, um dos índices mais relevantes do mercado norte-americano, está levando o sellside a reiterar as recomendações de compra para a companhia da família Batista. 

O Santander está otimista de que o rebalanceamento do índice, marcado para 26 de junho, pode gerar um fluxo de fundos passivos de cerca de US$ 230 milhões para a empresa dos irmãos Batista. Incluindo os fundos de gestão ativa, o fluxo potencial pode chegar a US$ 1,1 bilhão.

Hoje a JBS ainda tem pouca presença em ETFs – apenas 22,7% do free float está na mão desses fundos, enquanto peers como Tyson Foods e Pilgrim’s Pride chegam a 50%. 

“Embora os critérios e a frequência de rebalanceamento variem entre os ETFs, acreditamos que a JBS pode vir a ser considerada para esses novos bolsões de alocação daqui para frente,” escreveram os analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata. 

JBS

O banco alerta que a elegibilidade da companhia para fazer parte do índice sempre foi alvo de discussão, já que a sede fiscal da JBS fica na Holanda. 

Mas os analistas disseram que isso mudou após o mais recente formulário 20-F divulgado em março: a companhia teve mais de 50% de sua receita gerada nos Estados Unidos, além de atender outros critérios, como estar listada e ter presença relevante no país.  

Além disso, a recente valorização da ação – que sobe 23% no ano, enquanto o Russell 1000 cai 4% — aumenta a probabilidade de uma inclusão com peso relevante no índice.

Já o BTG também vê a entrada no Russell 1000 como um catalisador, mas acredita que este seria apenas o primeiro passo para um objetivo maior: a entrada no S&P 500.

Os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla estimam que a JBS pode atrair até US$ 3 bilhões em fluxo passivo caso consiga entrar no principal índice da bolsa americana. 

Mas o BTG aponta que o retorno para os investidores seria “more yield than alpha”, já que a reprecificação da companhia já ocorreu na visão dos analistas. 

A visão dos bancos é a mesma do Stephens: o banco de investimento americano já havia alertado, no fim de março, que o Russell 1000 era um gatilho de curto prazo para os papéis.

Segundo o Santander, a JBS negocia a cerca de 6x EV/EBITDA para 2026, com um dividend yield acima de 5%, o que mantém um perfil ainda atrativo na visão dos analistas. 

O atual preço de tela (US$ 17,48), inclusive, já superou o preço-alvo do Santander, de US$ 17. O BTG vê a ação a US$ 21 nos próximos 12 meses. 

Mas os bancos também alertam riscos importantes para a tese: o ciclo do gado nos Estados Unidos, pressões de custos com grãos no Brasil e eventuais restrições sanitárias podem afetar as margens da companhia. Há também o histórico de governança e a sensibilidade ao câmbio.

A ação da JBS sobe 26% nos últimos doze meses. A empresa vale US$ 18,7 bilhões na NYSE. 




André Jankavski




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A AI vai mudar o organograma das empresas – e acabar com o ‘middle management’

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A AI vai mudar o organograma das empresas – e acabar com o ‘middle management’

A maioria das empresas vem usando a inteligência artificial como se fosse um novo computador ou uma nova máquina – algo que ajuda a melhorar a produtividade, mas sem promover mudanças estruturais.

Mas para Jack Dorsey, o cofundador e chairman da fintech Block, a AI vai revolucionar a centenária hierarquia corporativa.

Em um artigo escrito com Roelof Botha, sócio da Sequoia Capital, Dorsey argumenta que a estrutura organizacional das companhias modernas remonta à organização das legiões de soldados dos exércitos romanos, 2.000 anos atrás. Foi uma estrutura criada para coordenar milhares de pessoas distribuídas em grandes distâncias e com acesso limitado à comunicação.

No mundo corporativo americano, essa hierarquia militar se estabeleceu ainda nas primeiras ferrovias, nas décadas de 1840 e 1850. Falhas de comunicação estavam causando acidentes – e mortes.

08 28 Jack Dorsey ok

Houve inovações e tentativas de mudança ao longo do tempo, mas a estrutura hierárquica continua dominante. As limitações são as mesmas que os romanos enfrentaram: reduzir a amplitude de controle significa adicionar camadas de comando, mas mais camadas significam um fluxo de informações mais lento.

“Dois mil anos de inovação organizacional têm sido uma tentativa de contornar esse dilema sem quebrá-lo,” escrevem Dorsey e Botha no artigo From hierarchy to intelligence.

Segundo Dorsey, com o advento da AI pela primeira vez temos um sistema que pode manter todas as atividades e decisões de uma empresa continuamente atualizadas – e usar essas informações para coordenar o trabalho que antes exigia várias camadas de gestão.

O executivo – que também fundou o Twitter – já vem empregando as ideias detalhadas no artigo. No final de fevereiro, a Block demitiu cerca de 4.000 funcionários, o equivalente a 40% da folha.

A Block quer se posicionar como uma empresa remote-first – na qual todas as discussões e informações são registradas e usadas como matéria-prima para um modelo de AI.

“Na Sequoia, percebemos que a velocidade é o melhor indicador de sucesso para startups,” afirmam no texto. “A maioria das empresas está focada em AI como um meio de aumentar a produtividade. Poucas estão focadas no potencial da AI ​​para mudar a forma como trabalhamos.”

Em uma empresa tradicional, a função do gerente é saber o que está acontecendo em sua equipe e transmitir esse contexto para os níveis hierárquicos superiores – e vice-versa. Com a gestão por AI, será possível ter a visão do todo ininterruptamente, e sem perda de informação.

Os autores chamam esse sistema de company world model, que pode ser integrado ao customer world model – isto é, toda a base de informações de seus clientes e usuários. Dessa maneira, desaparece a necessidade de uma camada permanente de gestão intermediária como a dos gerentes de produto.

Tudo o que a antiga hierarquia fazia, o sistema baseado na AI pode coordenar – e potencialmente de maneira muito mais integrada com as demandas dos clientes.

“A rapidez ou lentidão com que as empresas se movem depende do fluxo de informações. Hierarquias e gerências intermediárias dificultam esse fluxo,” dizem Dorsey e Botha. “A questão nunca foi se precisávamos de camadas hierárquicas. A questão era se os humanos eram a única opção para o que essas camadas faziam. Não são mais.”




Giuliano Guandalini




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Petrobras demite diretor e elege novo presidente do Conselho de Administração

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Petrobras demite diretor e elege novo presidente do Conselho de Administração

A ⁠Petrobras informou nesta segunda-feira que ⁠seu Conselho de Administração aprovou ‌o encerramento antecipado do mandato do diretor-executivo de Logística, Comercialização e ‌Mercados, Claudio Romeo Schlosser, além da eleição de um novo presidente para o colegiado.

Na mesma ocasião, o conselho aprovou a nomeação ⁠de ‌Angélica Laureano para o posto, ⁠assumindo o cargo a partir de 7 de abril de 2026, com mandado unificado até abril de 2027, disse a ​empresa em comunicado ao mercado nesta segunda-feira.

Com a mudança, o diretor-executivo ​de Processos Industriais e Produtos, William França, passa a acumular, temporariamente, as funções de diretor-executivo de Transição Energética e Sustentabilidade, ‌posição que era ocupada ​por Laureano.

Além das mudanças, a companhia também divulgou, em fato relevante, que o Conselho ⁠de ​Administração elegeu ​Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado.

Pogliese irá ⁠substituir Bruno ​Moretti, que deixou o cargo no mês passado para assumir o Ministério ​do Planejamento e do Orçamento. Em fato relevante divulgado ao ​mercado, a ⁠Petrobras disse que Pogliese permanecerá no cargo ⁠até a próxima assembleia geral de acionistas da empresa, convocada para o dia 16 de abril.

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