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o que aconteceu no 32º dia da guerra no Oriente Médio

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o que aconteceu no 32º dia da guerra no Oriente Médio

Nesta terça-feira (31), novos alertas se acenderam em relação ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, com ambos os lados realizando ataques intensos e indicando que as hostilidades podem se agravar ainda mais.

Apesar da trégua prometida até 6 de abril, os Estados Unidos atacaram a cidade de Isfahan, que abriga instalações nucleares iranianas. O presidente Donald Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, um vídeo que supostamente mostra uma explosão nuclear no Irã.

O Pentágono informou ainda que bombardeiros B-52 começaram a sobrevoar o território iraniano. Essas aeronaves são mais vulneráveis a sistemas de defesa, e seu uso indicaria que as tecnologias iranianas foram em grande parte neutralizadas.

Ao mesmo tempo, Teerã atacou e incendiou um navio petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai. A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter realizado ataques contra duas instalações ligadas aos Estados Unidos no Bahrein.

A Guarda Revolucionária iraniana ainda ameaçou atacar empresas americanas no Oriente Médio a partir de 1º de abril, como forma de retaliação. Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing estariam entre os possíveis alvos.

Israel, por sua vez, mantém o foco no Líbano, onde também vem intensificando os ataques. Nesta terça, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que todas as casas dos vilarejos libaneses próximos à fronteira serão destruídas e que as 600 mil pessoas que fugiram do sul não poderão retornar até que o norte de Israel esteja seguro.

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Trump frustrado

Com a guerra se prolongando além do que Donald Trump gostaria, pessoas próximas ao presidente relatam que ele está frustrado. Nesse cenário, a Casa Branca não descarta uma saída rápida do conflito. Nos bastidores, fontes ouvidas pelo Wall Street Journal afirmam que Trump estaria disposto a encerrar a guerra mesmo sem a reabertura do Estreito de Ormuz.

Publicamente, porém, o discurso é diferente. Na manhã desta terça, Trump sugeriu que os países entrem no Estreito de Ormuz e “simplesmente o tomem”. Mais tarde, afirmou que os EUA devem deixar o Irã em duas ou três semanas.

O Secretário da Guerra, Pete Hegseth, declarou que os próximos dias serão decisivos e que o conflito com o Irã pode se intensificar caso o país persa não aceite um acordo.

Números

  • Segundo levantamento do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o conflito no Oriente Médio pode custar cerca de US$ 200 bilhões aos países da região;
  • Mais de 1,2 milhão de pessoas foram desalojadas e outras 1.200 morreram no Líbano desde o início da guerra, segundo o Ministério da Saúde do país. Nesta terça, uma mulher grávida foi morta no sul do país;
  • Israel informou que quatro soldados morreram em combate no Líbano.

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OpenAI levanta US$ 122 bi na maior rodada de VC da história 

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OpenAI levanta US$ 122 bi na maior rodada de VC da história 

A OpenAI acaba de concluir a maior captação de sua história. A criadora do ChatGPT levantou US$ 122 bilhões naquela que foi também a maior rodada de financiamento já feita por uma startup.

Com a transação, o valuation post-money da OpenAI foi a US$ 852 bi, fazendo dela uma das companhias de capital fechado mais valiosas do mundo.

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A empresa de Sam Altman vem se preparando para um IPO, que deverá ocorrer no final do ano.

O maior aporte foi da Amazon, com US$ 50 bi. Na sequência vieram Nvidia e SoftBank, cada uma com US$ 30 bi. Participaram ainda o fundo MGX, de Abu Dhabi, e firmas de investimentos como Andreessen Horowitz, TPG e T. Rowe Price.

A operação também atraiu grandes investidores individuais, que entraram por meio de bancos. Foram levantados US$ 3 bi com donos de grandes fortunas.   

A startup afirmou que outros investidores poderão comprar participação no negócio por meio de ETFs administrados pela Ark Invest, de Cathie Wood.

Segundo a Bloomberg, a CFO da OpenAI, Sarah Friar, disse que o capital levantado “supera em muito o maior IPO já realizado” e dará grande flexibilidade para a empresa realizar seus projetos. Em sua rodada anterior, no ano passado, a OpenAI captou US$ 40 bi.

O maior IPO da história foi o da petroleira Saudi Aramco, em 2019, levantando US$ 29,4 bi.

A OpenAI anunciou recentemente o plano de investir até US$ 1,4 tri nos próximos anos na construção de data centers e no desenvolvimento dos recursos de AI.

A empresa informou que seu faturamento mensal chegou a US$ 2 bi, com os clientes corporativos sendo responsáveis por 40% da receita.

De acordo com o Wall Street Journal, a startup está em meio a uma grande mudança estratégica e trabalha no desenvolvimento de um “superapp” cujo público-alvo serão desenvolvedores e empresas.

A empresa recentemente abandonou seu aplicativo de vídeo, o Sora, que gerou muita expectativa mas consumia muita capacidade computacional e não trouxe o retorno esperado. A prioridade é conquistar clientes corporativos.




Giuliano Guandalini




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Exército brasileiro confirma promoção de primeira mulher à patente de general

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Exército brasileiro confirma promoção de primeira mulher à patente de general

O Exército brasileiro promoveu, nesta quarta-feira (1º), a primeira mulher à patente de general de brigada. Aos 57 anos, Claudia Lima Gusmão Cacho ocupará a quarta posição mais alta na hierarquia da Força, classificada como general duas estrelas.

A indicação da promoção da nova general foi feita em 24 de fevereiro, mas somente chancelada pelo presidente Lula (PT) em 24 de março.

A condecoração ocorreu durante cerimônia em Brasília. No evento, o chefe do Estado-Maior do Exército, o general Francisco Humberto Montenegro Junior, afirmou que a promoção de Cláudia representa “a maturidade de um Exército que reconhece seus talentos de forma justa e que valoriza seus profissionais”.

A promoção da nova general é um marco no longo processo de inclusão feminina no serviço militar, que passou a admitir mulheres em seus quadros complementares de oficiais somente a partir de 1992 e o alistamento voluntário como soldado somente em 2025.

A promoção de Cláudia motivou comentários do ministro da Defesa José Mucio durante a reunião ministerial ocorrida na terça-feira (31). Em conversa com o ministro da Casa Civil Rui Costa, Mucio disse que teria “feito mais que o Ministério das Mulheres todinho” com a indicação. A declaração foi captada por microfone aberto durante a reunião.

Não houve, até então, comentários por parte da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

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Quem é Cláudia Gusmão

Natural de Recife, em Pernambuco, Claudia Lima Gusmão Cacho é médica especializada em pediatria. Ela ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996, construindo desde então uma sólida carreira na área de saúde das Forças Armadas. Na vida pessoal, a militar é casada e mãe de dois filhos.

A coronel já atuou como diretora do Hospital de Guarnição de Natal e do Hospital Militar da Área de Campo Grande. Ela também chefiou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde no Nordeste e o Escalão de Saúde da 1ª Região Militar.

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Future Climate e Pachama criam a Originals, a JV da floresta

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Future Climate e Pachama criam a Originals, a JV da floresta

A Future Climate e a Pachama acabam de anunciar a criação da Originals, uma joint venture focada em restauração florestal e remoção de carbono.

O negócio vai combinar os portfólios de projetos de restauração da empresa brasileira com os da californiana, somando cerca de 12 mil hectares e com potencial de geração superior a 5 milhões de créditos de carbono em cinco anos.

A própria Originals estima este portfólio em R$ 300 milhões em valor presente.

Fabio galindo

“Essa JV pode ser o kick-off de uma tendência de consolidação, aproximando o capital global das plataformas operacionais locais,” Fábio Galindo, o fundador da Future Climate, disse ao Brazil Journal.

A Pachama – mais conhecida por sua plataforma tecnológica de geração e monitoramento de créditos de carbono florestais – tinha investidores como a Breakthrough Energy Ventures (de Bill Gates) e a Amazon Climate Pledge Fund (ligada a Jeff Bezos).

Mas no fim do ano passado, a Pachama foi comprada pela Carbon Direct, que também atua no gerenciamento de créditos de carbono. Após o M&A, a decisão foi fazer o split do negócio de restauração florestal – o que fez a Future Climate se interessar pelo ativo.

Segundo Galindo, foi o mesmo caminho escolhido pela Future Climate: a companhia também vai manter separada sua operação de consultoria climática para grandes empresas. 

O executivo, um ex-chairman da Aegea, disse que a Originals terá vida própria, com governança e plano de negócios independentes – mas ainda não foi definido um nome para tocar a operação.

A estratégia de crescimento continuará baseada no modelo asset light, ao contrário de players mais verticalizados como a Mombak e a re.green.

Na prática, a empresa estrutura o projeto, encontra um comprador para os créditos (o chamado off-taker) e só então inicia a implementação, muitas vezes com financiamento antecipado do próprio cliente.

“Nós fazemos o design do projeto, encontramos o comprador e, a partir do contrato de longo prazo, mobilizamos o projeto,” disse Galindo.

Segundo Galindo, o portfólio atual já nasce praticamente financiado.

Cerca de 20% dos 12 mil hectares já estão implantados, e o restante está coberto por contratos de compra de longo prazo, que garantem o funding da expansão inicial.

Mas Galindo quer expandir rápido.

A companhia pretende mais que dobrar o tamanho da operação até 2035, chegando a cerca de 25 mil hectares, concentrando esforços em clusters onde já atua – especialmente na Mata Atlântica e em regiões do México.

O timing do movimento pode parecer contraintuitivo.

Nos últimos anos, o mercado de créditos de carbono sofreu uma crise de credibilidade, com questionamentos sobre a qualidade de alguns projetos.

Mas, segundo Galindo, o setor passou por um “flight to quality”.

Créditos de maior integridade – especialmente os de remoção de carbono baseados na natureza – estão entre os mais demandados do mercado, com um forte interesse de empresas de tecnologia e energia.

“Esse é o sweet spot do mercado hoje,” disse ele.




André Jankavski




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