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Braskem (BRKM5) tem prejuízo líquido de R$ 10,2 bilhões no 4º tri de 2025

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Braskem (BRKM5) tem prejuízo líquido de R$ 10,2 bilhões no 4º tri de 2025

A Braskem (BRKM5) apresentou prejuízo líquido atribuível aos acionistas de R$ 10,284 bilhões no quarto trimestre de 2025, quase dobrando o prejuízo observado no mesmo período de 2024. No 4º trimestre do ano passado, a perda reportada foi de R$ 5,64 bilhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente foi de R$ 598 milhões no quarto trimestre, ante os 557 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita líquida de vendas, por sua vez, foi de R$ 16,101 bilhões, queda de 7% sobre o que foi visto um ano antes.

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No acumulado de 2025, o prejuízo líquido foi de R$ 9,87 bilhões, com melhora antes os R$ 11,32 bilhões negativos reportados em 2024. O Ebitda recorrente em 2025 foi de R$ 3,15 bilhões, com queda de 45% ante os R$ 5,759 bilhões apresentados em 2024.

A companhia explica que, no trimestre, a dinâmica da indústria petroquímica seguiu impactada pelas incertezas do cenário externo considerando os conflitos geopolíticos e a guerra tarifária que, combinada com a sazonalidade do período teria pressionado ainda mais os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional

A dívida bruta corporativa encerrou o trimestre em US$ 9,4 bilhões e posição de caixa de US$ 2,1 bilhões. A alavancagem corporativa atingiu 14,74x, refletindo o menor EBITDA do trimestre.

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Justiça dos EUA derruba condenação de US$ 16,1 bi contra Argentina em caso YPF

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Justiça dos EUA derruba condenação de US$ 16,1 bi contra Argentina em caso YPF

A Argentina conseguiu uma vitória considerada histórica na Justiça dos Estados Unidos em uma disputa bilionária ligada à estatização da petroleira YPF. A Corte de Apelações do 2º Circuito, em Nova York, anulou uma condenação de US$ 16,1 bilhões contra o país, imposta em 2023 por uma juíza federal em Manhattan.

Por dois votos a um, os magistrados entenderam que as acusações de quebra de contrato feitas pelos ex-acionistas Petersen Energia Inversora e Eton Park Capital Management não se sustentam à luz da legislação argentina, que serviu de base para o caso.

O processo tratava da estatização da YPF em 2012, durante o governo de Cristina Kirchner. Na ocasião, a Argentina expropriou 51% das ações da companhia que estavam nas mãos da espanhola Repsol, pagando US$ 5 bilhões, mas sem fazer uma oferta pública aos demais grandes acionistas, como Petersen e Eton Park.

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A sentença derrubada agora determinava o pagamento de US$ 14,39 bilhões à Petersen e US$ 1,71 bilhão à Eton Park, somando US$ 8,43 bilhões em danos e US$ 7,67 bilhões em juros, a uma taxa de 8% ao ano.

Ao reverter a condenação, a corte de apelação também invalidou uma ordem anterior que determinava a entrega de ações da YPF como forma de garantir parte do pagamento.

No voto vencedor, o juiz Denny Chin afirmou que o estatuto da YPF não obrigava o Estado argentino a fazer uma oferta aos demais acionistas nas condições em que ocorreu a expropriação da participação da Repsol.

Ele também destacou que a lei argentina de desapropriações impede que terceiros tentem buscar, por fora, indenizações desse tipo, e avaliou que o processo, na prática, buscava extrair pagamento pela tomada das ações da Repsol, interferindo em uma decisão soberana do país.

Em Buenos Aires, o presidente Javier Milei celebrou o resultado nas redes sociais, chamando a decisão de “a melhor possível” e afirmando: “GANHAMOS A CAUSA DA YPF. É histórico, impensável, o maior êxito jurídico da história nacional”.

Economistas locais avaliam que o alívio é relevante não só pelo impacto fiscal — ao afastar um pagamento bilionário —, mas também por reduzir dúvidas sobre o controle da YPF, considerada peça-chave na estratégia energética e na tentativa de reorganizar a economia do país, marcada por inflação alta, endividamento crônico e sucessivas crises de confiança.

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OPINIÃO. Kart: o mercado de R$ 1 bilhão que o Brasil ainda não enxerga

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OPINIÃO. Kart: o mercado de R$ 1 bilhão que o Brasil ainda não enxerga

Existe um mercado bilionário no Brasil que, apesar de sua escala, ainda não é tratado como indústria. O kart, uma tradicional porta de entrada do automobilismo, movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano no País, forma pilotos e envolve milhares de famílias – mas segue fora do radar do capital institucional.

Essa cifra, pouco conhecida fora do próprio ecossistema, é sustentada por uma base de cerca de 2.800 pilotos filiados à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). O investimento anual por piloto pode variar de R$ 120 mil a mais de R$ 500 mil, dependendo do nível competitivo.

Trata-se de um fluxo relevante de recursos que se distribui por uma cadeia ampla e recorrente, que inclui pneus, motores, chassis, equipes, logística e inscrições.

Diferentemente de outros esportes estruturados por direitos de mídia, o kart brasileiro é financiado quase integralmente pelas famílias dos pilotos. Isso cria um mercado resiliente, com receita recorrente e baixa dependência de ciclos externos. Ao mesmo tempo, essa característica ajuda a explicar por que o setor permanece invisível para investidores: ele cresce de forma orgânica, mas sem estrutura.

O principal desafio não é a falta de escala, é a falta de organização.

Hoje não existem métricas amplamente aceitas sobre o tamanho do mercado, o perfil de consumo, o retorno para patrocinadores ou mesmo a cadeia completa de fornecedores. Sem dados e sem governança, o kart não é percebido como uma indústria, apesar de já operar como uma.

Quando olhamos para os principais campeonatos nacionais, essa dinâmica se torna ainda mais clara. O Campeonato Brasileiro de Kart, por exemplo, já superou 650 inscrições em uma única edição, com forte presença de categorias de entrada mas também com participação relevante de pilotos adultos, especialmente nas categorias sênior e master.

Isso revela um duplo motor econômico: de um lado, a formação contínua de novos talentos; de outro, uma base consolidada de praticantes com maior poder aquisitivo, responsável por grande parte do consumo recorrente.

Na prática, o kart brasileiro combina duas dimensões que raramente coexistem com tanta força: ele é ao mesmo tempo um funil de formação esportiva e um mercado estruturado de lazer de alto padrão. Essa combinação, por si só, já deveria colocá-lo no radar do capital.

Mas há uma questão ainda mais relevante: o potencial de transformar o piloto em um ativo.

Hoje o investimento no kart é, majoritariamente, um custo assumido pelas famílias, sem uma estrutura que permita capturar valor ao longo do tempo. Não há mecanismos consolidados de acompanhamento de performance, de projeção de carreira ou de mensuração de retorno para quem investe. Com isso, perde-se a oportunidade de enxergar o piloto como um ativo em desenvolvimento, algo que é a realidade de outros esportes.

À medida que o setor se organizar, esse cenário pode mudar. Quando você cria método, padronização e métricas, passa a ser possível acompanhar a evolução de um piloto, entender seu potencial, estruturar sua trajetória e, principalmente, conectar essa jornada a investidores e marcas. O piloto deixa de ser apenas um custo e passa a ser um ativo com potencial de valorização ao longo da carreira.

Isso abre espaço para novos modelos. Desde aportes privados na formação de talentos até estruturas mais sofisticadas, semelhantes a fundos de investimento em atletas, passando por contratos de longo prazo com patrocinadores que entram mais cedo na jornada. Mas, para que isso aconteça, é preciso resolver o problema central: organização.

Foi a partir dessa leitura que começaram a surgir iniciativas para trazer governança, método e organização para a formação de pilotos no País. Além de preparar atletas, precisamos desenvolver métricas, padronizar processos, estruturar jornadas e transformar um ecossistema fragmentado em um mercado mais compreensível e acessível ao capital.

Em outras palavras, criar as condições para que o kart deixe de ser apenas um conjunto de iniciativas isoladas e passe a ser reconhecido como uma cadeia econômica organizada.

Na história dos negócios, são justamente esses momentos — em que um mercado já existe, mas ainda não está organizado — que costumam concentrar as maiores oportunidades.

Geraldo Affonso Ferreira é o fundador da Motori Brasil, uma organização da sociedade civil que tem como objetivo profissionalizar a formação de pilotos a partir do Kart.




Geraldo Affonso Ferreira




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TurboQuant, o novo algoritmo do Google, derruba empresas de chips de memória

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TurboQuant, o novo algoritmo do Google, derruba empresas de chips de memória

Um novo algoritmo do Google aumenta drasticamente a eficiência dos modelos de AI – o que desencadeou uma correção acentuada nos fabricantes de chips de memória.

O TurboQuant representa uma nova tecnologia de compressão de informação, reduzindo a necessidade de memória de curto prazo – a key-value cache. Ela guarda dados sobre a conversa do usuário com o bot de AI, evitando recomeçar tudo do início e acelerando a entrega de respostas.

Atualmente são necessários muitos e muitos chips de memória para realizar o processamento – e esses componentes estão em falta no mercado, ante o avanço brutal na utilização da AI.

Os pesquisadores do Google disseram que o algoritmo permitiu diminuir o tamanho da key-value cache em pelo menos seis vezes e aumentou a velocidade em até 8x sem comprometer a precisão dos modelos.

boopo sundar pichai

A divulgação desse breakthrough, na terça-feira, desencadeou uma correção acentuada nas ações dos fornecedores de chips de memória, que vinham acumulando fortes altas nos últimos meses em razão da escassez global desses componentes.

As duas maiores fornecedoras globais, as sul-coreanas SK Hynix e Samsung, caíram em torno de 5% hoje na Bolsa de Seul. Nos últimos 12 meses, elas ainda acumulam valorização de 350% e 190%, respectivamente.

As americanas tiveram perdas ainda maiores na sessão de hoje. A Sandisk caiu 11% – mas ainda sobe mais de 1.000% em 12 meses. A Micron perdeu 7%, porém sobe 290% no último ano.

Matthew Prince, o CEO da Cloudflare, disse que a inovação é “o DeepSeek do Google” – uma referência aos ganhos de eficiência obtidos pelo modelo de AI da startup chinesa.

Apesar do tombo nos últimos dias, analistas do setor dizem que as perspectivas continuam favoráveis. Ao elevarem a eficiência da AI, inovações como essa do Google podem na verdade aumentar ainda mais a demanda por capacidade de computação, um efeito do chamado paradoxo de Jevons.

Segundo a Bloomberg, o analista Shawn Kim, do Morgan Stanley, escreveu que o novo algoritmo poderá ajudar as empresas de chips.

“Se os modelos puderem ser executados com requisitos de memória significativamente menores sem perda de desempenho, o custo de atendimento de cada consulta cai consideravelmente, resultando em uma implementação de AI mais lucrativa,” disse Kim.

Analistas do JP Morgan disseram que a notícia criou uma oportunidade de realização de lucro, mas que não há ameaça imediata para a demanda por memória – nem para os fabricantes desses insumos.

De acordo com um relatório do Bank of America, o CFO da Sandisk, Luis Visoso, disse que o TurboQuant pode elevar o retorno sobre o investimento em data centers das Big Techs – e assim, a demanda por chips poderá crescer.

Segundo a Barron’s, o BofA manteve a recomendação de compra para a Sandisk apesar da alta vertiginosa nos últimos meses. O preço-alvo do banco para a ação é US$ 900, com um upside potencial de quase 50% em relação ao fechamento de hoje, em US$ 603.

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Giuliano Guandalini




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