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Azzas nomeia Sylvia Leão chairman e traz novo conselheiro

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Azzas nomeia Sylvia Leão chairman e traz novo conselheiro

O Azzas 2154 acaba de anunciar que Sylvia Leão será a nova chairman da companhia, substituindo Nicola Calicchio. 

Sylvia – cuja bagagem de mais de 30 anos no varejo inclui uma passagem como vp de gente e gestão no Grupo Pão de Açúcar – já estava no board da Azzas desde a fusão entre a Arezzo e o Grupo Soma em 2024. 

Nicola continua como conselheiro da empresa, liderando o comitê de estratégia. 

As mudanças ainda precisam ser aprovadas numa assembleia geral ordinária de acionistas, cuja data ainda não foi definida.

O CEO Alexandre Birman disse num comunicado que a mudança marca um novo capítulo na governança da companhia, com foco na valorização de talentos, governança sustentável e operação de varejo. 

Alexandre Birman - 2

A “liderança estratégica e reconhecida excelência [de Sylvia] no tema de gestão de pessoas trazem a clareza e a consistência necessárias para que nosso crescimento siga plenamente alinhado aos valores do grupo,” disse o executivo. 

Sylvia começou sua carreira no Walmart como diretora comercial, passou quase 13 anos no Pão de Açúcar, e também teve passagens mais curtas pela BRF e o Carrefour Brasil.

Como conselheira, já fez parte dos conselhos da TOTVS, Vivara (onde foi vice chairman), JSL, Simpar, Petz e Espaçolaser. Hoje, é board member da RD Saúde, Ypê e dos Supermercados Pague Menos (not the drugstore)

Além da mudança na presidência do conselho, o Azzas está ampliando o board de sete para oito membros e trazendo Lucas Fox, que foi do time fundador da Brex e depois co-fundou a Avra Capital, uma gestora de venture capital com US$ 500 milhões em ativos. 

O Azzas disse que a experiência de Lucas “na preparação de companhias em fases críticas de expansão e seu trabalho recente com aplicações práticas de inteligência artificial em larga escala pode trazer um diferencial competitivo importante para a nova fase da empresa.”

“A indicação de Lucas reforça nossa ambição de avançar na cultura de tecnologia e dados, agregando uma sólida bagagem em tecnologia, mercado de capitais e construção de negócios de alto crescimento,” disse Birman.

Os outros conselheiros da Azzas são Birman, Roberto Jatahy, Edison Ticle, Marcel Sapir e André de Vivo.




Pedro Arbex




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Justiça dos EUA derruba condenação de US$ 16,1 bi contra Argentina em caso YPF

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Justiça dos EUA derruba condenação de US$ 16,1 bi contra Argentina em caso YPF

A Argentina conseguiu uma vitória considerada histórica na Justiça dos Estados Unidos em uma disputa bilionária ligada à estatização da petroleira YPF. A Corte de Apelações do 2º Circuito, em Nova York, anulou uma condenação de US$ 16,1 bilhões contra o país, imposta em 2023 por uma juíza federal em Manhattan.

Por dois votos a um, os magistrados entenderam que as acusações de quebra de contrato feitas pelos ex-acionistas Petersen Energia Inversora e Eton Park Capital Management não se sustentam à luz da legislação argentina, que serviu de base para o caso.

O processo tratava da estatização da YPF em 2012, durante o governo de Cristina Kirchner. Na ocasião, a Argentina expropriou 51% das ações da companhia que estavam nas mãos da espanhola Repsol, pagando US$ 5 bilhões, mas sem fazer uma oferta pública aos demais grandes acionistas, como Petersen e Eton Park.

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A sentença derrubada agora determinava o pagamento de US$ 14,39 bilhões à Petersen e US$ 1,71 bilhão à Eton Park, somando US$ 8,43 bilhões em danos e US$ 7,67 bilhões em juros, a uma taxa de 8% ao ano.

Ao reverter a condenação, a corte de apelação também invalidou uma ordem anterior que determinava a entrega de ações da YPF como forma de garantir parte do pagamento.

No voto vencedor, o juiz Denny Chin afirmou que o estatuto da YPF não obrigava o Estado argentino a fazer uma oferta aos demais acionistas nas condições em que ocorreu a expropriação da participação da Repsol.

Ele também destacou que a lei argentina de desapropriações impede que terceiros tentem buscar, por fora, indenizações desse tipo, e avaliou que o processo, na prática, buscava extrair pagamento pela tomada das ações da Repsol, interferindo em uma decisão soberana do país.

Em Buenos Aires, o presidente Javier Milei celebrou o resultado nas redes sociais, chamando a decisão de “a melhor possível” e afirmando: “GANHAMOS A CAUSA DA YPF. É histórico, impensável, o maior êxito jurídico da história nacional”.

Economistas locais avaliam que o alívio é relevante não só pelo impacto fiscal — ao afastar um pagamento bilionário —, mas também por reduzir dúvidas sobre o controle da YPF, considerada peça-chave na estratégia energética e na tentativa de reorganizar a economia do país, marcada por inflação alta, endividamento crônico e sucessivas crises de confiança.

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OPINIÃO. Kart: o mercado de R$ 1 bilhão que o Brasil ainda não enxerga

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OPINIÃO. Kart: o mercado de R$ 1 bilhão que o Brasil ainda não enxerga

Existe um mercado bilionário no Brasil que, apesar de sua escala, ainda não é tratado como indústria. O kart, uma tradicional porta de entrada do automobilismo, movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano no País, forma pilotos e envolve milhares de famílias – mas segue fora do radar do capital institucional.

Essa cifra, pouco conhecida fora do próprio ecossistema, é sustentada por uma base de cerca de 2.800 pilotos filiados à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). O investimento anual por piloto pode variar de R$ 120 mil a mais de R$ 500 mil, dependendo do nível competitivo.

Trata-se de um fluxo relevante de recursos que se distribui por uma cadeia ampla e recorrente, que inclui pneus, motores, chassis, equipes, logística e inscrições.

Diferentemente de outros esportes estruturados por direitos de mídia, o kart brasileiro é financiado quase integralmente pelas famílias dos pilotos. Isso cria um mercado resiliente, com receita recorrente e baixa dependência de ciclos externos. Ao mesmo tempo, essa característica ajuda a explicar por que o setor permanece invisível para investidores: ele cresce de forma orgânica, mas sem estrutura.

O principal desafio não é a falta de escala, é a falta de organização.

Hoje não existem métricas amplamente aceitas sobre o tamanho do mercado, o perfil de consumo, o retorno para patrocinadores ou mesmo a cadeia completa de fornecedores. Sem dados e sem governança, o kart não é percebido como uma indústria, apesar de já operar como uma.

Quando olhamos para os principais campeonatos nacionais, essa dinâmica se torna ainda mais clara. O Campeonato Brasileiro de Kart, por exemplo, já superou 650 inscrições em uma única edição, com forte presença de categorias de entrada mas também com participação relevante de pilotos adultos, especialmente nas categorias sênior e master.

Isso revela um duplo motor econômico: de um lado, a formação contínua de novos talentos; de outro, uma base consolidada de praticantes com maior poder aquisitivo, responsável por grande parte do consumo recorrente.

Na prática, o kart brasileiro combina duas dimensões que raramente coexistem com tanta força: ele é ao mesmo tempo um funil de formação esportiva e um mercado estruturado de lazer de alto padrão. Essa combinação, por si só, já deveria colocá-lo no radar do capital.

Mas há uma questão ainda mais relevante: o potencial de transformar o piloto em um ativo.

Hoje o investimento no kart é, majoritariamente, um custo assumido pelas famílias, sem uma estrutura que permita capturar valor ao longo do tempo. Não há mecanismos consolidados de acompanhamento de performance, de projeção de carreira ou de mensuração de retorno para quem investe. Com isso, perde-se a oportunidade de enxergar o piloto como um ativo em desenvolvimento, algo que é a realidade de outros esportes.

À medida que o setor se organizar, esse cenário pode mudar. Quando você cria método, padronização e métricas, passa a ser possível acompanhar a evolução de um piloto, entender seu potencial, estruturar sua trajetória e, principalmente, conectar essa jornada a investidores e marcas. O piloto deixa de ser apenas um custo e passa a ser um ativo com potencial de valorização ao longo da carreira.

Isso abre espaço para novos modelos. Desde aportes privados na formação de talentos até estruturas mais sofisticadas, semelhantes a fundos de investimento em atletas, passando por contratos de longo prazo com patrocinadores que entram mais cedo na jornada. Mas, para que isso aconteça, é preciso resolver o problema central: organização.

Foi a partir dessa leitura que começaram a surgir iniciativas para trazer governança, método e organização para a formação de pilotos no País. Além de preparar atletas, precisamos desenvolver métricas, padronizar processos, estruturar jornadas e transformar um ecossistema fragmentado em um mercado mais compreensível e acessível ao capital.

Em outras palavras, criar as condições para que o kart deixe de ser apenas um conjunto de iniciativas isoladas e passe a ser reconhecido como uma cadeia econômica organizada.

Na história dos negócios, são justamente esses momentos — em que um mercado já existe, mas ainda não está organizado — que costumam concentrar as maiores oportunidades.

Geraldo Affonso Ferreira é o fundador da Motori Brasil, uma organização da sociedade civil que tem como objetivo profissionalizar a formação de pilotos a partir do Kart.




Geraldo Affonso Ferreira




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Braskem (BRKM5) tem prejuízo líquido de R$ 10,2 bilhões no 4º tri de 2025

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Braskem (BRKM5) tem prejuízo líquido de R$ 10,2 bilhões no 4º tri de 2025

A Braskem (BRKM5) apresentou prejuízo líquido atribuível aos acionistas de R$ 10,284 bilhões no quarto trimestre de 2025, quase dobrando o prejuízo observado no mesmo período de 2024. No 4º trimestre do ano passado, a perda reportada foi de R$ 5,64 bilhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente foi de R$ 598 milhões no quarto trimestre, ante os 557 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita líquida de vendas, por sua vez, foi de R$ 16,101 bilhões, queda de 7% sobre o que foi visto um ano antes.

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No acumulado de 2025, o prejuízo líquido foi de R$ 9,87 bilhões, com melhora antes os R$ 11,32 bilhões negativos reportados em 2024. O Ebitda recorrente em 2025 foi de R$ 3,15 bilhões, com queda de 45% ante os R$ 5,759 bilhões apresentados em 2024.

A companhia explica que, no trimestre, a dinâmica da indústria petroquímica seguiu impactada pelas incertezas do cenário externo considerando os conflitos geopolíticos e a guerra tarifária que, combinada com a sazonalidade do período teria pressionado ainda mais os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional

A dívida bruta corporativa encerrou o trimestre em US$ 9,4 bilhões e posição de caixa de US$ 2,1 bilhões. A alavancagem corporativa atingiu 14,74x, refletindo o menor EBITDA do trimestre.

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