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Investimento democrático, criptomoedas permitem aportes reduzidos

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Investimento democrático, criptomoedas permitem aportes reduzidos

A entrada de investidores brasileiros no mercado de criptoativos tem avançado à medida que o setor se estrutura, ganha maturidade regulatória e amplia o acesso a informações de qualidade. 

O Brasil ocupa o 5º lugar no Índice Global de Adoção de Criptomoedas da Chainalysis, o que atesta a democratização do segmento no país. Em meio a esse cenário, vale destacar que é possível montar uma carteira de criptos com um baixo valor de investimento inicial e pequenos aportes regulares. 

Tecnologia financeira

Criptomoedas são ativos digitais que operam em redes descentralizadas baseadas em blockchain, que funcionam com a mesma lógica de um livro de registro de cartório. Cada transação se assemelha a uma anotação oficial que não pode ser apagada nem alterada depois de registrada.

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A diferença é que, em vez de ficar guardado em um único lugar, esse “livro” é compartilhado simultaneamente com milhares de pessoas ao redor do mundo, o que garante transparência e segurança à operação. 

Assim, todos conseguem verificar as informações, e nenhuma autoridade central precisa validar ou controlar esses registros. Esse modelo reduz a dependência de instituições únicas e amplia o alcance dos ativos digitais, que passam a ser acessíveis a pessoas em todo o mundo, dão agilidade às transações e permitem que investidores de todos os portes acessem o mercado sob as mesmas condições. 

O Bitcoin, primeira e mais conhecida criptomoeda, inaugurou o segmento em 2008, e segue sendo o ativo mais negociado, com 58% de participação no mercado. A sua constante adoção abriu espaço para a criação de milhares de outras criptos, como a Ethereum, que hoje é a segunda mais negociada do segmento, o BNB, Solana, XRP e outras. 

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Outra categoria importante e que tem ganhado relevante participação de mercado, com mais de US$ 300 bilhões em capitalização de mercado, são as chamadas stablecoins: moedas com seu valor pareado a um ativo do mundo real, em geral moedas como dólar e euro, ou commodities como ouro e prata. 

Diversificação de investimento

Por estarem inseridas em uma rede descentralizada, as criptomoedas também tendem a ser menos expostas a eventos econômicos ou políticos específicos de uma única região

As criptomoedas são negociadas simultanea e ininterruptamente em todo o mundo, e por isso a oferta e demanda se equilibra entre diversos países, suas necessidades e cenários internos. Nesse contexto, as criptos fazem um papel importante de diversificação da carteira de investimentos. 

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Um dos principais mitos associados ao setor é a necessidade de um alto capital para iniciar os aportes. “Na prática, o Bitcoin e as outras criptomoedas são divisíveis, o que permite às pessoas adquirirem pequenas frações desses ativos, de acordo com o planejamento financeiro e disponibilidade de recursos”, diz Guilherme Nazar, vice-presidente Regional Américas & América Latina da Binance.

“Esse modelo permite que o investidor iniciante comece de forma progressiva, ganhe familiaridade com o mercado e avance com mais clareza ao longo do tempo”, complementa. 

Educação e segurança 

O processo de entrada neste mercado passa por uma etapa fundamental: o entendimento dos conceitos básicos sobre os criptoativos. Afinal, educação financeira, segurança, compliance e infraestrutura são elementos centrais para uma jornada mais consciente.

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“Para quem está dando os primeiros passos, a principal recomendação é buscar informação de qualidade e avançar de forma gradual. Hoje, plataformas globais, como a Binance, oferecem não só acesso à negociação de ativos digitais, mas também uma ampla base de conteúdos educativos gratuitos”, afirma Nazar.

Iniciativas como a Binance Academy, voltada para investidores de todos os níveis, traz explicações didáticas sobre funcionamento, conceitos e boas práticas no uso de ativos digitais.

Infraestrutura e experiência

Outro ponto relevante para quem está começando no segmento é a escolha de uma plataforma que ofereça um ambiente estruturado e alinhado às melhores práticas do mercado para fazer as operações. 

A Binance, principal provedora global de infraestrutura de blockchain e criptomoedas, mantém a conformidade com a regulação, educação e tecnologia para promover uma adoção responsável de criptoativos no país.

Com ferramentas acessíveis, conteúdos educativos e atendimento humanizado, a plataforma eleva a experiência dos investidores brasileiros ao nível global. Mais informações sobre os serviços da Binance podem ser acessadas no site.

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Com alvo em Lulinha, CPMI do INSS marca apresentação de relatório para quarta (25)

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Com alvo em Lulinha, CPMI do INSS marca apresentação de relatório para quarta (25)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS entra na fase final com a apresentação do relatório marcada para quarta-feira (25) e votação prevista para o dia seguinte. A expectativa entre integrantes do colegiado é de aprovação do parecer em bloco, o que transforma a deliberação em um movimento de “tudo ou nada”.

Segundo apuração da CNN, a cúpula da comissão trabalha com a hipótese de consenso interno, diante do curto prazo para conclusão dos trabalhos, que se encerram no domingo (28).

O relatório deve trazer uma lista extensa de indiciamentos, que pode alcançar cerca de 200 pessoas. Entre os nomes avaliados está o de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A possível inclusão ocorre com base em elementos reunidos ao longo da investigação, que envolvem suspeitas de pagamentos e benefícios indiretos. Segundo as apurações, há indícios de que despesas, como viagens, teriam sido custeadas por Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador do esquema investigado.

O material analisado pela CPMI reúne dados de quebras de sigilo, depoimentos e documentos coletados durante a apuração, que teve como foco irregularidades em benefícios previdenciários.

Prazo curto

A comissão foi instalada em agosto e enfrenta o limite regimental para encerramento das atividades. Parlamentares já consideram improvável uma decisão favorável do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o pedido para prorrogação dos trabalhos.

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Com isso, a estratégia passou a concentrar a tramitação final em poucos dias, com apresentação e votação do relatório em sequência. A votação em bloco surge como forma de evitar fragmentação do texto e garantir a aprovação dentro do prazo.

A agenda da CPMI sofreu ajustes nos últimos dias. Uma sessão chegou a ser cancelada após a internação do presidente da Dataprev e diante da dificuldade em localizar a influenciadora Martha Graeff, convocada como testemunha.

Mesmo com os contratempos, a comissão mantém o cronograma para concluir o relatório. A expectativa é de que o documento consolide as conclusões da investigação e encaminhe os pedidos de responsabilização aos órgãos competentes.

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OPINIÃO: O que vi na Nvidia GTC

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OPINIÃO: O que vi na Nvidia GTC

SAN JOSE, Califórnia – Depois de dois dias intensos na NVIDIA GTC – o maior evento de Inteligência Artificial do mundo – pude finalmente sentar na minha mesa no escritório da São Pedro Capital em São Francisco para digerir a avalanche de novidades.

Para nós, investidores fundamentalistas de longo prazo, é essencial a paz de espírito para separar a hype do pragmatismo.

Em primeiro lugar, é incrível a evolução da GTC em tão pouco tempo. Há meros dois anos, o evento se restringia ao (grande) centro de convenções de San Jose, onde se transitava com relativa facilidade.

Agora, nem a expansão para uma área quase 50% maior impede filas intermináveis para os painéis e a dificuldade até para comprar um lanche. 

Mas os pontos mais interessantes não vieram dos enormes salões cheios de robôs, ou das mais de 1.000 sessões, muitas delas transmitidas virtualmente –  e sim das reuniões e eventos mais exclusivos, alguns deles onde puderam participar apenas analistas e investidores com um relacionamento mais próximo com a companhia.

Entre um caviar e um foie gras – e uma foto com o CEO Jensen Huang – ficou notório o semblante tranquilo, o olhar confiante e a entonação otimista não só de Jensen, mas também da CFO Colette Kress e de outros executivos como Jeff Fisher, o SVP da GeForce (a divisão de gaming da Nvidia).

Esse ambiente benigno era o oposto da GTC do ano passado, quando a “disrupção do DeepSeek” e os “iminentes atrasos da Blackwell” traziam um ar pesado e mau humor mesmo quando regado a taças de champanhe.

Se o body language este ano foi construtivo, o mesmo pode ser dito do hard data.

Com lançamentos em diversas direções – de CPUs dedicadas a AI às LPUs que trazem mais eficiência a tarefas complexas – a Nvidia mostrou mais uma vez uma virtude que admiramos há anos: uma incrível capacidade de inovação enraizada numa obsessão em resolver os maiores e mais complexos problemas de engenharia de computação/hardware.

Num novo mundo em que a geração de tokens será cada vez mais essencial para a economia, é fundamental ter os melhores sistemas (máquinas e software), aqueles que não só geram o menor custo, mas também consomem o mínimo de energia.

E nisso, a Nvidia deixou ainda mais para trás qualquer outro competidor. Isso fica evidente em seu backlog de mais de US$ 1 trilhão entre 2025 e 2027 – nas nossas contas chegando em até US$ 1,5 trilhão se incluirmos novos produtos como Rubin Ultra, LPUs e CPUs.

Por fim, em sua função de carregar a bandeira da inovação, a Nvidia colocou mais holofotes ainda no OpenClaw, a incrível ferramenta de criação de soluções agênticas como automação de tarefas, envio de e-mails e criação de verdadeiros assistentes pessoais.

Ao endereçar algumas questões de cibersegurança com o NemoClaw – uma versão que roda dentro da “governança Nvidia” – mais e mais pessoas devem testar o produto, trazendo ainda mais utilidade e awareness para a AI.

Com tudo isso, é difícil sair da GTC sem ficar construtivo com as ações da Nvidia, ainda mais com o papel negociando agora a meros 13x o lucro de 2027, o menor múltiplo em quatro anos – quando a Nvidia passou por uma digestão complexa do trabalho remoto e problemas na distribuição para China.

O número chama ainda mais atenção depois do anúncio da distribuição de 50% do fluxo de caixa livre (FCF) para investidores (entre dividendos e recompra). 

Em resumo, seja por crescimento ou por valor, há muitas razões para um investidor se animar.

Thiago Kapulskis é sócio do Global Tech Fund da São Pedro Capital.




Thiago Kapulskis




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Depois do MELI e Shopee, Casas Bahia começa a vender na Amazon

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Depois do MELI e Shopee, Casas Bahia começa a vender na Amazon

A Casas Bahia fechou uma parceria para vender seus produtos pela Amazon, seguindo o mesmo caminho que adotou com outros marketplaces como Mercado Livre e Shopee. 

A parceria vai colocar milhares de itens de 1P da varejista – de TVs e smartphones a itens da Bartira, a fábrica de móveis da Casas Bahia – na plataforma da gigante americana a partir de hoje. 

O CEO Renato Franklin disse ao Brazil Journal que, numa segunda fase, a logística da Casas Bahia será integrada à operação da Amazon, permitindo que os produtos sejam contemplados pelo Prime.

BOOPO RENATO FRANKLIN

O anúncio ocorre cinco meses após a varejista começar a vender seus produtos no Mercado Livre. Segundo Franklin, o MELI respondeu por cerca de 5% da receita do digital da Casas Bahia no quarto tri – mas foi responsável por quase metade do crescimento do canal online.

No quarto tri, as vendas de 1P no ecommerce cresceram 25% em relação ao ano passado. Já as lojas físicas tiveram uma retração de 1,2% ano contra ano. 

“Queremos vender onde o cliente está, e não enxergamos uma sobreposição grande entre os canais,” disse Franklin. “São vendas incrementais e, o mais importante, com rentabilidade.”

A parceria com a Amazon vai funcionar nos mesmos moldes do MELI: a Casas Bahia entrega os produtos  vendidos nos marketplaces com sua própria infraestrutura.

Mas a ideia é ampliar o escopo da sua logística. Segundo Franklin, a meta é que essa vertical se torne uma nova fonte de receita: hoje, a Casas Bahia já transporta para 100 clientes, e quer dobrar esse número ainda este ano.

“Isso dilui custo e aumenta a eficiência,” disse Franklin.

O CEO não vê a parceria com a Amazon canibalizando seus outros canais, pois acredita em clientes diferentes em cada um deles.  

“Há clientes que preferem comprar direto e outros usam o marketplace da sua preferência,” disse. 

A ideia é ampliar essas parcerias com outros serviços, especialmente com o tradicional crediário das Casas Bahia. 

A empresa também vai anunciar quatro alavancas para o “caminho do lucro” em seu Investor Day de hoje, mas sem dar uma data para quando isso vai acontecer.

A primeira é a melhora da eficiência operacional, por meio da utilização da AI, precificação dinâmica, além de uma melhora no sistema de logística e de abastecimento.

Além disso, a Casas Bahia quer reduzir a sua despesa financeira com a redução de spreads, monetização de ativos, aumento de prazos com fornecedores, otimização do giro dos estoques e a queda da Selic.

Depois de conseguir nove trimestres de crescimento de margem EBITDA, a varejista vê como a terceira alavanca a melhora da alavancagem operacional, intensificando parcerias como a do MELI e a da Amazon, o que vai permitir escala e negociações comerciais mais vantajosas. 

Por último, Franklin vê uma grande oportunidade no incremento da rentabilidade por meio de aumento do seu tradicional crediário.

Segundo o CEO, já há limites pré-aprovados tanto com bancos quanto com FIDCs para aumentar a carteira, que chegou a R$ 6,6 bilhões no fim do ano passado.

“Nos próximos dois anos, o foco vai ser muito fortemente no crescimento dos produtos de crédito, que é onde eu tenho mais geração de valor para o acionista,” disse Franklin. 

Franklin disse que a empresa começa este ano ainda em “modo turnaround”, mas com uma estrutura de capital mais ajustada e menor risco de execução.

“É um ano de transição, mas já muito mais positivo do que os anteriores,” disse Franklin.

No quarto tri, a Casas Bahia reportou um prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão. Segundo Franklin, as perdas foram essencialmente contábeis, sem efeito caixa, decorrente de uma provisão sobre ativos fiscais diferidos – créditos tributários que a empresa poderia usar para compensar lucros futuros. 

O executivo explica que a companhia decidiu fazer um stress test considerando um cenário macro mais adverso, com juros elevados por mais tempo, e optou por não reconhecer esses créditos agora; caso o ambiente melhore, essa provisão pode ser revertida e voltar para o resultado. 

A decisão, segundo Franklin, teve como objetivo “limpar o passado” e reduzir incertezas, deixando a companhia mais ajustada para o novo ciclo. Sem esse efeito, o prejuízo teria sido de R$ 79 milhões. 

A ação da Casas Bahia cai 66% nos últimos doze meses. A empresa vale R$ 2,6 bilhões na Bolsa.




André Jankavski




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