Conecte-se conosco

Notícias

Parcelamento: como ele impulsiona o consumo

Published

on

Parcelamento: como ele impulsiona o consumo


O parcelamento é uma das práticas mais tradicionais e relevantes do varejo brasileiro. Ao permitir que o consumidor divida o valor de uma compra em várias parcelas, geralmente no cartão de crédito, essa estratégia facilita o acesso a produtos de maior valor e estimula o consumo. Para o varejista, trata-se de uma ferramenta poderosa de aumento de vendas, fidelização de clientes e melhoria da competitividade.

O que é parcelamento

Parcelamento é uma modalidade de pagamento que permite dividir o valor total de uma compra em várias partes menores, pagas ao longo do tempo. No varejo brasileiro, o modelo mais comum é o parcelamento no cartão de crédito, em que o consumidor paga prestações mensais enquanto o estabelecimento recebe o valor total da venda — com desconto de taxas — por meio da operadora de pagamento.

Essa prática tornou-se extremamente popular no Brasil, especialmente em segmentos como eletrodomésticos, eletrônicos, móveis, moda e bens de maior valor agregado.

Em muitos casos, o parcelamento é oferecido sem juros aparentes para o consumidor, o que aumenta ainda mais seu apelo comercial. Nesses casos, o custo financeiro geralmente é absorvido pelo varejista ou diluído no preço do produto.

Por que o parcelamento é importante no varejo brasileiro

O parcelamento se consolidou como um dos pilares do consumo no Brasil. Isso ocorre por diversos fatores econômicos e culturais.

Primeiramente, a renda média da população torna mais difícil a realização de compras de alto valor à vista. Ao dividir o pagamento em parcelas, o consumidor consegue encaixar a despesa no orçamento mensal.

Além disso, muitos consumidores brasileiros já estão acostumados a organizar suas finanças com base em parcelas mensais, especialmente no cartão de crédito.

Para o varejista, oferecer parcelamento pode representar uma diferença significativa nas taxas de conversão e no valor médio das compras. Entre os principais benefícios estão:

  • aumento do ticket médio
  • maior taxa de conversão de vendas
  • possibilidade de vender produtos de maior valor
  • maior competitividade em relação a concorrentes
  • fidelização de clientes

Em muitos casos, a ausência de parcelamento pode até levar o consumidor a abandonar a compra e procurar outro estabelecimento.

Parcelamento e aumento do ticket médio

Uma das maiores vantagens do parcelamento para o varejo é o aumento do ticket médio — ou seja, o valor médio gasto por cliente em cada compra.

Quando o consumidor vê apenas o preço total de um produto, a percepção de custo pode parecer elevada. No entanto, ao visualizar o valor dividido em parcelas menores, a compra se torna psicologicamente mais acessível.

Por exemplo, um produto de R$ 1.200 pode parecer caro à vista. Mas quando apresentado como “12x de R$ 100”, o impacto financeiro parece menor para o consumidor.

Essa lógica está diretamente ligada à psicologia do consumo e é amplamente utilizada no varejo para incentivar decisões de compra.

Além disso, o parcelamento também pode incentivar o consumidor a escolher produtos mais caros ou adicionar itens extras à compra.

Principais modelos de parcelamento no varejo

Existem diferentes formas de parcelamento utilizadas no varejo, cada uma com características específicas.

Parcelamento sem juros

Nesse modelo, o consumidor paga exatamente o valor do produto dividido em parcelas, sem acréscimo aparente.

Esse formato é muito utilizado como estratégia comercial, pois aumenta a atratividade da compra. Porém, o varejista precisa considerar as taxas cobradas pelas operadoras de cartão e o impacto no fluxo de caixa.

Parcelamento com juros

Nesse caso, há cobrança de juros sobre as parcelas. O valor total pago pelo consumidor é maior do que o preço original do produto.

Esse modelo costuma ser utilizado em parcelamentos mais longos ou em situações em que o varejista não deseja absorver os custos financeiros.

Parcelamento via cartão de crédito

É o formato mais comum no varejo. O pagamento é feito por meio do cartão e o valor é dividido na fatura do cliente.

Para o lojista, as adquirentes e operadoras processam a transação e transferem o valor da venda, descontando taxas.

Parcelamento via crediário

O crediário é uma forma tradicional de parcelamento, em que o próprio varejista concede crédito ao consumidor.

Embora tenha sido mais comum no passado, ainda é bastante utilizado em determinados segmentos e redes varejistas, especialmente em lojas de móveis, eletrodomésticos e varejo popular.

O impacto do parcelamento no fluxo de caixa

Apesar de suas vantagens comerciais, o parcelamento exige atenção à gestão financeira do negócio. Quando a venda é parcelada, o lojista pode receber o valor de duas formas principais:

  • recebimento parcelado, acompanhando as parcelas do consumidor
  • antecipação de recebíveis, pagando uma taxa para receber o valor antes

A antecipação de recebíveis é bastante utilizada no varejo para melhorar o fluxo de caixa, mas tem custos financeiros que precisam ser considerados na formação de preço.

Por isso, é fundamental que o varejista entenda bem as taxas cobradas pelas adquirentes e organize seu planejamento financeiro.

Parcelamento no e-commerce

No comércio eletrônico, o parcelamento também é uma ferramenta extremamente relevante.

Em muitos casos, a possibilidade de dividir o pagamento é um fator decisivo para a finalização da compra. Por isso, é comum que lojas virtuais destaquem o valor das parcelas já na página do produto.

Além disso, plataformas de pagamento oferecem recursos que facilitam o parcelamento, como:

  • cálculo automático de parcelas
  • parcelamento sem juros até determinado número de vezes
  • integração com diferentes bandeiras de cartão
  • opções de financiamento

Essas soluções ajudam a tornar o processo de compra mais simples e transparente para o consumidor.

Boas práticas ao oferecer parcelamento

Para utilizar o este método de pagamento de forma estratégica, o varejista deve adotar algumas boas práticas. Entre as principais estão:

Transparência nas condições

O consumidor deve ter acesso claro às condições de pagamento, incluindo número de parcelas, valor de cada prestação e possíveis juros.

Avaliação do impacto financeiro

Antes de oferecer parcelamento sem juros, é importante calcular se o negócio consegue absorver as taxas das operadoras.

Definição de limites de parcelamento

Muitos varejistas definem um número máximo de parcelas sem juros — como 3x, 6x ou 10x — e passam a cobrar juros em prazos maiores.

Uso estratégico em campanhas

O parcelamento pode ser utilizado como ferramenta promocional em datas importantes, como a Black Friday, o Natal, Dia das Mães etc. Ofertas como “10x sem juros” costumam ter forte impacto nas vendas.

O futuro do parcelamento no varejo

O parcelamento continua evoluindo com o avanço da tecnologia e das soluções financeiras. Nos últimos anos, surgiram novos modelos de pagamento, como o “Buy Now, Pay Later” (BNPL), que permite ao consumidor comprar agora e pagar depois, muitas vezes sem a necessidade de cartão de crédito.

Além disso, fintechs e plataformas de pagamento estão ampliando as possibilidades de crédito no varejo, oferecendo soluções mais flexíveis tanto para consumidores quanto para lojistas.

No Brasil, iniciativas como o parcelamento via Pix também começam a ganhar espaço, criando novas alternativas para dividir pagamentos.

Imagem: Freepik

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias

Retail media avança e amplia disputa do varejo por publicidade

Published

on

Retail media avança e amplia disputa do varejo por publicidade


O avanço do retail media tem ampliado a participação do varejo digital na disputa por investimentos publicitários das marcas. Segundo a Dafiti, a demanda por soluções desse tipo cresceu 70% em 2025 em comparação com 2024.

O movimento ocorre em um contexto de maior pressão por eficiência na compra de mídia, mensuração de resultados e uso de dados proprietários. Com isso, empresas têm direcionado parte do orçamento publicitário para ambientes controlados pelos próprios varejistas, tradicionalmente concentrado em plataformas abertas.

De acordo com a companhia, anunciantes têm priorizado canais que combinam audiência qualificada, contexto de consumo e proximidade com a conversão. O varejo reúne dados gerados a partir da relação direta com o consumidor, além de informações sobre intenção de compra e desempenho ao longo da jornada.

A expectativa da Dafiti é de que o retail media aumente sua participação na receita de serviços voltados a marcas dentro do ecossistema da empresa ao longo de 2026. O cenário reflete a realocação de investimentos publicitários para ambientes proprietários do varejo, com foco em mensuração e desempenho.

Entre os formatos utilizados estão anúncios onsite, busca patrocinada e sistemas de recomendação. Segundo a empresa, esses recursos permitem impactar consumidores durante diferentes etapas da jornada de compra.

“Na Dafiti, campanhas de retail media ativadas em formatos como onsite, busca patrocinada e recomendação registraram ganhos médios de mais de 1000% de ROAS em eficiência em relação às mídias digitais abertas. É a combinação entre dados proprietários, contexto de consumo e mensuração direta da conversão que tem levado as marcas a realocar orçamento para ambientes do varejo”, afirma Rodrigo Leite, CGO da Dafiti.

Com mudanças na organização do mercado publicitário e maior atenção ao retorno sobre investimento, a expectativa é que o retail media amplie sua participação nas estratégias de mídia e monetização de audiência no varejo digital brasileiro ao longo de 2026.

Continue Reading

Notícias

Cielo aponta tendências do varejo e empreendedorismo feminino

Published

on

Cielo aponta tendências do varejo e empreendedorismo feminino


O Brasil registra mais de 10,4 milhões de mulheres à frente de seus próprios negócios, segundo levantamento do Sebrae com base na PNAD Contínua. Ao mesmo tempo, o varejo passa por mudanças relacionadas ao uso de inteligência artificial nas operações e na forma como consumidores descobrem, escolhem e compram produtos.

Para Marilia Prado, diretora Comercial da Cielo, o cenário abre espaço para que empreendedoras utilizem tecnologias ligadas a dados, automação e meios de pagamento. “Muitas das ferramentas que estão redefinindo o varejo, como dados inteligentes, pagamentos invisíveis e automação, são acessíveis e podem ser grandes aliadas de quem toca o próprio negócio. O sucesso em 2026 não será de quem adota mais tecnologia, mas de quem constrói relações de confiança”, afirma.

A executiva destaca mudanças que, segundo ela, estão redesenhando o setor e influenciando a forma como empresas operam e se relacionam com consumidores.

Entre essas mudanças está o avanço de assistentes baseados em inteligência artificial que pesquisam, comparam e realizam compras em nome dos consumidores. Nesse contexto, a organização das informações sobre produtos e negócios passa a ter impacto na visibilidade das empresas nesses sistemas.

Segundo Marilia Prado, a estruturação de dados também ganha relevância nas decisões de gestão. Informações sobre vendas, perfil de clientes e sazonalidade podem orientar estratégias de operação e relacionamento com o consumidor. “Sempre que vemos uma marca tentando chamar atenção à força, é um indicativo de que os dados ainda não estão trabalhando a favor do negócio”, afirma.

Outro ponto apontado pela executiva é a integração entre canais de venda. De acordo com ela, consumidores não diferenciam compras realizadas em ambientes físicos ou digitais, mas percebem inconsistências na experiência de compra. “A inovação de verdade é garantir que o que foi prometido no digital seja cumprido no físico com a mesma precisão”, diz.

O estudo também destaca mudanças relacionadas aos meios de pagamento. Para Marilia Prado, o momento do pagamento passa a concentrar elementos ligados à identificação, segurança e validação da transação. “O consumidor brasileiro já confia no Pix e na biometria. O desafio agora é integrar essa confiança ao comércio inteligente, tornando o checkout tão fluido que o cliente quase não percebe, mas sabe que está seguro”, analisa.

Imagem: Freepik

Continue Reading

Notícias

Neogrid supera meta de mulheres na alta liderança

Published

on

Neogrid supera meta de mulheres na alta liderança


A Neogrid encerrou 2025 com 39% de mulheres em cargos de alta liderança, considerando posições de Gerência Executiva, Diretoria e Conselho. O resultado supera a meta anual de 30% estabelecida pela empresa e integra o compromisso público de alcançar 50% de participação feminina nesses cargos até 2030. A meta está alinhada ao movimento Elas Lideram 2030, iniciativa do Pacto Global da ONU Brasil e da ONU Mulheres.

O avanço faz parte da agenda de diversidade, equidade e inclusão da companhia e é conduzido pelo programa DELAS, voltado ao desenvolvimento e fortalecimento da presença feminina na organização. A iniciativa atua em três frentes: ampliação da representatividade em diferentes níveis de senioridade, oferta de ferramentas e ambiente seguro para mulheres e identificação de lacunas estruturais para promover equiparação.

“O avanço na representatividade feminina na alta liderança não é uma ação pontual, mas resultado de um trabalho intencional e consistente de sucessão, desenvolvimento e governança. Diversidade, para nós, é estratégia de negócio e pilar para inovação”, afirma Hanah Chiapani Baptista de Leão, gerente de People Experience e DE&I na Neogrid.

Segundo a empresa, a diversidade na alta liderança também se reflete em diferentes trajetórias profissionais e escolhas pessoais entre as executivas. A diretoria reúne mulheres em fases distintas da vida, incluindo profissionais com filhos adultos, executivas que conciliam a liderança com a criação de crianças pequenas e aquelas que optaram por não ter filhos.

“Ao reconhecer e acolher essas diferentes escolhas, a Neogrid reforça que carreira e vida pessoal não devem ser encaradas como impeditivos, mas como dimensões legítimas e igualmente respeitadas na construção de uma trajetória profissional sustentável”, completa Hanah.

Entre janeiro e dezembro de 2025, 53% das promoções e méritos concedidos na empresa foram destinados a mulheres. A companhia informa que a distribuição está relacionada à política de equidade salarial e a critérios de reconhecimento definidos internamente.

Dados da Pulses, plataforma da Gupy utilizados pela empresa, indicam mudanças na percepção interna das colaboradoras. Levantamento realizado em novembro de 2025 apontou índice de 74 pontos na percepção de justiça distributiva entre mulheres, frente a 71 entre homens. Em oportunidades internas, o índice foi de 78 entre mulheres e 75 entre homens. No indicador de orgulho e atratividade, o resultado foi de 81 entre mulheres e 77 entre homens.

Para os próximos anos, a Neogrid pretende conectar sua agenda de diversidade à estratégia de transformação digital. A empresa planeja preparar mulheres em diferentes níveis da organização para funções de liderança em um contexto orientado por inteligência artificial.

“O futuro da liderança passa pela capacidade de integrar tecnologia, análise de dados e tomada de decisão estratégica. Nosso compromisso é garantir que mais mulheres estejam preparadas para liderar nessa nova dinâmica, com uma mentalidade IA-first e visão de impacto”, afirma Hanah.

Segundo a companhia, a estratégia inclui ampliação de programas de desenvolvimento, mentorias e capacitações técnicas voltadas à formação de lideranças. A proposta é ampliar a participação feminina em posições de maior responsabilidade enquanto prepara profissionais para demandas relacionadas ao uso de dados e inteligência artificial nas decisões de negócio.

Imagem: Freepik

Continue Reading

Tendências

Todos os direitos reservado por Varejo.blog © 2025