A Paris Vision 8 começa um novo ciclo de expansão nacional por meio do franchising. Com 10 anos de atuação, a boutique óptica premium adota uma estratégia baseada em crescimento sustentável, rentabilidade e escolha criteriosa de praças. A prioridade da marca é alcançar regiões com alta densidade de consumo premium e baixa oferta de óticas especializadas.
“Nós hoje somos muito bem conceituados no mercado óptico, tendo como principais fornecedores a Luxottica, a Marcolin, a Thelios, a Sáfilo, a GO, a Silhouette, dentre outras grandes marcas internacionais que atuam no Brasil, além de condições especiais com fabricantes de lentes. Então, nós temos hoje condições de franquear a marca, porque nós conseguimos oferecer ao franqueado condições que ele abrindo uma loja solo, ele não terá”, afirma o CEO da Paris Vision, Eduardo de Carvalho.
Modelo de negócios
Fundada em 2015, em Cuiabá (MT), pelos empresários Marlene Silveira e Eduardo de Carvalho, a Paris Vision 8 nasceu a partir da identificação de uma lacuna clara no mercado óptico brasileiro: a carências de marcas capazes de unir curadoria internacional, luxo contemporâneo e atendimento consultivo especializado e humanizado. Em um setor historicamente orientado por volume e preços, a empresa construiu um posicionamento focado em qualidade, experiência e relacionamento.
O modelo, inicialmente desenvolvido para atender um público local altamente exigente, evoluiu para uma operação madura e estruturada, comparável em sofisticação ao varejo de joalherias e moda de alto padrão. Antes de escalar, os fundadores optaram por fortalecer a base do negócio, investindo em governança, parcerias estratégicas com fornecedores globais e padrões rigorosos de atendimento.
“Existe uma parcela dos consumidores brasileiros que são exigentes. Eles não buscam apenas um melhor preço, eles buscam um atendimento diferenciado, experiências, garantia. Eles querem ser atendidos com aquele diferencial de que ele estará respaldado. E nós não enxergamos apenas o nosso cliente como um consumidor. Nós estamos dentro da área de saúde, então, trabalhamos bastante com um atendimento menos comercial e mais humanizado na busca de trazer uma solução ideal para o cliente”, afirma Eduardo de Carvalho, CEO da Paris Vision 8.
Expansão por franchising
Com um modelo que funciona, a Paris Vision 8 avança agora para o franchising com o objetivo de ocupar mercados estratégicos como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Minas Gerais. Atualmente, a rede conta com quatro unidades – sete unidades , sendo cinco em Mato Grosso, uma em Mato Grosso do Sul e uma em Balneário Camboriú (SC) . A meta é encerrar 2026 com uma rede ampliada, mas sempre pautada no bom posicionamento e na preservação dos valores da marca.
“A meta é chegar em uma cobertura nacional que atinja todos os estados. Queremos estar presentes não com quantidade de pontos, mas com qualidade. Nós não queremos ser a maior franquia do segmento, queremos estar entre as melhores”, diz Carvalho.
A estratégia de crescimento inclui negociações diretas com fornecedores ópticos de renome internacional, garantindo curadoria atualizada, condições comerciais diferenciadas e margens sustentáveis. A rede também oferece uma estrutura profissional de suporte ao franqueado, que acompanha desde a implantação até a operação contínua da unidade.
Segundo o CEO da Paris Vision 8, o perfil de franqueados visado é de multifranqueados com experiência, e que queiram expandir sua rede de empreendimentos.
Diferenciais da marca
Cada unidade da Paris Vision trabalha com um portfólio selecionado de óculos de sol, armações e acessórios para homens, mulheres e crianças. As lojas seguem o conceito boutique, com metragem compatível ao posicionamento da marca e equipes treinadas para um atendimento consultivo de alto padrão, voltado à fidelização e recorrência.
O investimento inicial parte de R$ 1,15 milhão, incluindo taxa de franquia, projeto arquitetônico, equipamentos, estoque e capital de giro. O faturamento bruto médio gira em torno de R$ 400 mil mensais, com margem líquida que pode chegar a até 30%, a depender da maturidade da operação e da praça. O prazo de retorno estimado varia entre 18 e 24 meses.
“O nosso cliente não entra apenas para comprar um produto, mas para receber orientação e confiança. Essa experiência sustenta um ticket médio elevado e gera fidelidade”, explica Carvalho. O ticket médio por unidade supera R$ 4 mil, reflexo direto do posicionamento premium e da jornada de compra diferenciada.
Para sustentar esse modelo, a Paris Vision investe em ambientes onde o luxo é percebido nos detalhes: arquitetura autoral, mobiliário exclusivo, identidade olfativa e exposição clean dos produtos. As equipes são formadas por profissionais com perfil acima da média do varejo tradicional.
“Marca premium precisa ser desejada pelo consumidor e saudável para quem opera. Isso exige gestão profissional, fornecedores sólidos, ponto comercial estratégico e atendimento consultivo”, reforça o CEO.
Mercado de luxo
Com foco em critério, eficiência operacional e geração de valor no longo prazo, a Paris Vision 8 aposta em uma expansão alinhada às transformações do consumo premium no Brasil.
A expansão da Paris Vision 8 acontece em um cenário favorável ao mercado de luxo. No Brasil, esse nicho tem apresentado um crescimento consistente que tem aberto espaço para modelos de negócio voltados a consumo qualificado, experiência e margens sustentáveis.
Segundo a Bain & Company, o setor cresceu 26% entre 2022 e 2024 e movimentou cerca de R$ 98 bilhões no último ano. As projeções indicam que esse volume pode alcançar entre R$ 130 bilhões e R$ 150 bilhões até 2030. Dentro desse cenário, o varejo óptico premium se consolida como uma das frentes mais atrativas para investidores, ao combinar moda, saúde visual e recorrência de consumo.
A Gap Inc. anunciou o lançamento da Encore, sua nova plataforma de fidelidade que substitui o programa anterior e passa a integrar as marcas Old Navy, Gap, Banana Republic e Athleta.
A companhia informou que a Encore reúne oportunidades exclusivas, conteúdos e experiências, além de recompensas tradicionais. Segundo a empresa, o novo programa mantém o sistema de pontos, recompensas e benefícios com funcionamento simplificado, enquanto níveis mais altos oferecem vantagens adicionais ao longo do tempo, com foco em engajamento e relacionamento de longo prazo.
O programa passa a operar com três categorias de participação: Core, Premier e All-Access. De acordo com a Gap Inc., os membros terão mudanças na forma de acumular e resgatar pontos e acessar benefícios. Entre as alterações estão a redução do valor mínimo de gastos para alcançar o nível Premier, maior flexibilidade no uso de pontos, extensão dos benefícios de devolução e bônus de aniversário.
Os cerca de 40 milhões de membros atuais do programa de fidelidade da companhia foram automaticamente migrados para a Encore, com os pontos anteriormente acumulados transferidos para o novo sistema.
A empresa informou ainda que os participantes terão acesso antecipado a produtos selecionados, lançamentos exclusivos e parcerias nas áreas de moda, entretenimento e cultura. A iniciativa inclui colaborações, lançamentos e experiências de marca, com novas ofertas previstas ao longo do tempo.
Como parte da estratégia, a companhia lançou o aplicativo e a plataforma digital Encore Market, que reúne ofertas exclusivas para membros, desenvolvidas pelas marcas do grupo e parceiros. No lançamento, a plataforma inclui produtos inéditos, itens de edição limitada e peças autografadas, além de experiências como a possibilidade de visitar, em Nova York, o estúdio do estilista Zac Posen, diretor criativo da Gap Inc. A plataforma também permite a doação de recompensas para organizações beneficentes selecionadas.
“Moda é entretenimento, e os consumidores de hoje não estão apenas comprando roupas, estão aderindo a marcas que moldam a cultura e contam histórias envolventes”, afirmou Richard Dickson, presidente e CEO da Gap Inc. “A Encore conecta nossas marcas e parcerias de novas maneiras para atender a essa demanda e mudar a forma como os clientes se envolvem com nossas marcas. Ao unir moda, entretenimento e acesso, estamos construindo impulso, aprofundando relacionamentos e criando valor de longo prazo em todo o nosso portfólio.”
A Gap Inc. também anunciou o lançamento do cartão de crédito Encore, que garante acesso automático ao nível All-Access. O cartão oferece benefícios prioritários e vantagens ampliadas por meio de parcerias com Barclays e Mastercard. Titulares do Encore Mastercard acumulam cinco vezes mais pontos em compras nas marcas da Gap Inc. e três vezes mais pontos em compras qualificadas de vestuário em outros estabelecimentos.
“Encore é uma nova ferramenta poderosa para dar vida à nossa plataforma Fashiontainment”, afirmou Pam Kaufman, chief entertainment officer da companhia, cargo criado em janeiro. “Por meio de parceiros como Disney, NBCUniversal e AMC Theatres, podemos transformar o que as pessoas amam nas telas e nos palcos em experiências às quais elas realmente podem ter acesso — desde lançamentos antecipados e exclusividades até momentos culturais que não podem ser encontrados em nenhum outro lugar. É uma nova maneira de participar do entretenimento por meio do estilo e de se sentir mais próximo das nossas marcas.”
A Encore já está disponível nos Estados Unidos, com adesão online e nas lojas físicas das quatro marcas do grupo. No último trimestre reportado, a Gap Inc. operava cerca de 3.500 lojas em aproximadamente 35 países, sendo quase 2.500 unidades próprias.
Li recentemente uma matéria publicada pela Folha de S.Paulo que me deixou profundamente inquieto e acredito que deveria causar o mesmo efeito em todos nós que falamos sobre educação, desenvolvimento e futuro do país.
Segundo dados do Índice de Inclusão Educacional (IIE), desenvolvido pela Metas Sociais a pedido do Instituto Natura, o Brasil saiu de 2019 para 2023 com uma queda significativa no aprendizado de matemática entre jovens que concluem o ensino médio na idade certa.
Na prática, o número de estudantes que chegam aos 18 anos com conhecimento acima do básico em matemática caiu de 25,5% para 21,4%. Isso significa que, hoje, apenas dois em cada dez jovens formados dominam o mínimo esperado para lidar com porcentagens, interpretar gráficos ou resolver problemas matemáticos do cotidiano.
O diretor-presidente do Instituto Natura, David Saad, define bem a situação ao afirmar que tivemos “uma geração excluída do aprendizado em matemática”. E aqui vale um ponto importante: a pandemia foi um fator determinante, sem dúvida, mas os dados mostram que o problema é anterior a ela.
Quando olhamos para a comparação com língua portuguesa, o contraste é evidente. Em português, os indicadores são mais altos e sofreram menos impacto, em alguns estados, inclusive, houve crescimento no período. Isso não acontece por acaso. O Brasil conseguiu estabelecer metas claras, políticas públicas e mobilização nacional em torno da alfabetização. Em matemática, isso ainda não existe de forma estruturada, contínua e prioritária.
E por que isso importa tanto? Porque matemática não é só uma disciplina escolar. Ela está diretamente ligada à capacidade de raciocínio lógico, tomada de decisão, leitura de dados, planejamento financeiro e inserção no mercado de trabalho. Em um mundo cada vez mais orientado por tecnologia, dados e inovação, deixar jovens para trás nessa área é comprometer o futuro econômico e social do país.
Se queremos falar de desenvolvimento, competitividade e redução das desigualdades, precisamos colocar o ensino de matemática no centro da agenda educacional, com metas claras, formação de professores, acompanhamento consistente e compromisso de longo prazo.
Os números estão aí. Ignorá-los não é mais uma opção. Educação se constrói com visão, prioridade e continuidade. E o tempo para agir é agora. Deixo aqui uma reflexão: que tipo de futuro estamos construindo quando apenas dois em cada dez jovens dominam o básico em matemática?
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Imagem: Envato
(*) Julio Segala. Atua no franchising há 29 anos, graduado em Engenharia Elétrica, Matemática e Física, Mestre em Engenharia, Pós-Graduado em Gestão de Negócios, atualmente Vice-presidente de Operações no Kumon América do Sul, membro dos comitês de Microfranquias & Novos Modelos e Educação da ABF e instrutor dos programas de capacitação da ABF.
A Casas Bahia anunciou que levará a taça do Campeonato Paulista para três megalojas na capital paulista, após registrar crescimento nas vendas com ações realizadas durante o campeonato.
Segundo a empresa, uma das iniciativas de maior repercussão foi a intervenção no tradicional “cara ou coroa” antes das principais partidas de cada rodada. A ação elevou em até 190% as vendas do produto sorteado no dia seguinte ao jogo.
A estratégia agora será replicada nas lojas físicas. A taça oficial do Campeonato Paulista estará exposta em três unidades, criando um circuito que integra experiência de compra e entretenimento. Nos dias em que o troféu estiver disponível para visitação, a dinâmica do “cara ou coroa” será realizada presencialmente, permitindo a participação dos clientes. O produto sorteado também será oferecido em condição especial.
Na Megaloja Marginal Tietê, a ativação incluirá estrutura com telão, arquibancada e barraca de petiscos para exibição das semifinais do Campeonato Paulista, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, com transmissão da CazéTV.
Cara ou coroa
Antes de cada partida, o árbitro realiza o sorteio de cara ou coroa com os capitães das equipes para definir quem dará o pontapé inicial. No Paulistão Casas Bahia 2026, as faces da moeda foram substituídas por produtos do portfólio da varejista. O sorteio passou a determinar também qual item entrará em promoção nas lojas físicas e nos canais digitais na semana seguinte.
Além do crescimento nas vendas no dia seguinte aos jogos, a empresa informou aumento de 49% na procura pelos produtos nas semanas dos sorteios, incluindo categorias de maior valor.
As ações relacionadas ao campeonato somam 51,8 milhões de visualizações nas transmissões e 20,3 milhões de impressões em reservas de mídia antes, durante e após os jogos, segundo a companhia. Nas redes sociais, foram publicados 271 conteúdos, que acumulam 30,5 milhões de visualizações.
“Quando a Casas Bahia assumiu os naming rights do Paulistão, a nossa missão era aprofundar a relação com o público do esporte e converter a atenção e visibilidade em resultados concretos. Transformar um dos momentos tradicionais do jogo em uma alavanca de vendas mostra que fomos bem-sucedidos neste objetivo e sinaliza o quanto o patrocínio a grandes campeonatos, quando atrelado a uma boa estratégia, pode trazer relevância cultural e impacto comercial”, afirma Gustavo Pimenta, Diretor Executivo Comercial e de Marketing do Grupo Casas Bahia.
Datas da exposição da taça
A taça do Paulistão Casas Bahia 2026 estará nas seguintes unidades:
Berrini – 24 e 25 de fevereiro R. Flórida, 1970 – Berrini
Marginal Tietê – 28 de fevereiro e 1º de março Av. Emb. Macedo Soares, 9175 – Água Branca
Shopping Aricanduva – 7 e 8 de março Av. Aricanduva, 5555 – Vila Aricanduva