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Simpar (SIMH3) reverte prejuízo e tem lucro líquido de R$ 543 milhões no 4T25

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A Simpar (SIMH3) reportou seus resultados do quarto trimestre de 2025 e do ano fechado de 2025 na noite desta segunda-feira (30). A holding que abarca empresas como JSL (JSLG3), Vamos (VAMO3), Automob (AMOB3) e Movida (MOVI3), reverteu prejuízo apresentado no mesmo período do ano de 2024 e teve lucro líquido de R$ 543 milhões. No 4T24, a perda foi de R$ 223 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 4 bilhões no quarto trimestre de 2025, com alta anual de 55,4% . Na modalidade ajustada, o Ebitda ficou em R$ 3,1 bilhões, com avanço de 13,5% na comparação com o mesmo período de 2024.

Em 2025, o lucro líquido ficou em R$ 213 milhões, com alta de 127% na comparação ano contra ano. O Ebitda anual ficou em R$ 12,8 bilhões, avanço anual de 24,2%.

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“Depois desse período longo de desenvolvimento das bases, foi um ano de realmente buscar extrair mais do que a gente tem. A gente conseguiu melhora de eficiência, que era parte do nosso foco”, afirma o CFO da companhia, Denys Ferrez, em entrevista ao InfoMoney.

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O executivo cita o crescimento da receita líquida, em R$ 11,2 bilhões, com alta de 5,9%, no 4T25, e R$ 47,8 bilhões no ano de 2025, com alta de 6,8%. “A receita cresce, mas o crescimento da geração de caixa é ainda superior. Isso mostra que gente tá extraindo mais retorno do nosso negócio”, diz o executivo.

A geração de caixa livre depois do crescimento da SIMPAR no 4T25 totalizou R$2,5 bilhões, revertendo o resultado negativo de R$0,8 bilhão no 4T24. O desempenho reflete o crescimento de 55,4% a/a no EBITDA, que incorpora o resultado positivo da monetização da Ciclus Rio, o crescimento contido no Capex de renovação e o aumento de 18,3% a/a no custo de ativos vendidos.

A dívida líquida, que considera os valores somados de todas as empresas do grupo, ficou em R$ 39 bilhões, praticamente mantendo estabilidade na comparação com o mesmo período do ano passado e com redução trimestral. Da holding de forma separada, a linha ficou em R$ 2,7 bilhões, com redução de 16,9% na comparação trimestral.

A companhia também destacou a alocação de R$ 191 milhões em recompras de dívidas em 2025, com destaque para R$ 81 milhões apenas em dezembro. De acordo com o material divulgado, a companhia tem cronograma de amortização de dívida bruta com caixa cobrindo vencimentos até meados de 2031.

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Pelo serviço da dívida, a despesa financeira líquida ficou em R$ 2,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, com alta em relação ao mesmo período de 2024. A holding justificou o crescimento pelo aumento da dívida bruta média e também pelo custo médio da dívida bruta, como reflexo da alta taxa de juros média. Mesmo com avanço dos médios 11,42% observados no 4T24 para 15% no 4T25, a companha segue em trajetória de desalavancagem.

“A gente não precisa que os juros caiam. Se ele cair, é bem-vindo. O que a gente precisa é do foco na execução”, afirma o CFO.

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A métrica ficou em 3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda de forma anualizada, o menor patamar dos últimos 15 anos. A redução contou, entre as estratégias, com menos gasto de capital (Capex, na sigla em inglês), que caiu 35% totalizando R$ 6,6 bilhões.

“A gente fazia mais CAPEX do geração de caixa do ano. Isso chegou a ser CAPEX o dobro da geração de caixa do ano, e esse ano foi o inverso. Foi geração de caixa praticamente o dobro do CAPEX”, afirma.

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