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veja o que marcou o 31º dia da guerra no Oriente Médio

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veja o que marcou o 31º dia da guerra no Oriente Médio

Enquanto o conflito que opõe o Irã aos Estados Unidos e a Israel entra no segundo mês, permanece a incerteza sobre a possibilidade de um acordo de paz. Ao mesmo tempo, sinais apontam para uma intensificação dos ataques.

Os Estados Unidos, por exemplo, deslocaram milhares de paraquedistas para o Oriente Médio, e o presidente Donald Trump ameaçou atacar poços de petróleo na Ilha de Kharg, principal terminal petrolífero iraniano, caso o país persa não reabra o Estreito de Ormuz.

Trump também afirmou que o domingo (29) foi um “grande dia”, com muitos alvos destruídos no Irã. Segundo o Wall Street Journal, o presidente avalia a realização de uma operação militar para retirar urânio do adversário.

Da mesma forma, Israel tem intensificado a onda de bombardeios a Teerã, ao mesmo tempo em que ataca o Líbano sob a justificativa de combater o grupo extremista Hezbollah. O país ordenou a evacuação de mais seis vilas no sul do Líbano.

Por sua vez, o Irã lançou mísseis contra Israel e países árabes do Golfo, aliados dos Estados Unidos. O país também está pressionando os houthis, grupo militante do Iêmen, para que se preparem para uma nova campanha contra o transporte marítimo no Mar Vermelho.

Negociações

No domingo, o Paquistão confirmou oficialmente o que já havia sido dito por autoridades do país e informou que está mediando conversas entre os Estados Unidos e o Irã. O país também afirmou que sediará um encontro entre representantes dos dois lados.

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Autoridades americanas disseram que, nos bastidores, as negociações vão bem, apesar da postura pública do Irã. Teerã insiste em dizer que as propostas de Washington são “irrealistas, ilógicas e excessivas”.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou as declarações de lideranças norte-americanas sobre as negociações para o fim do conflito: “O inimigo promove seus interesses como se fossem notícia, ao mesmo tempo em que ameaça nossa nação. Um grande erro”.

30 de março de 2026 – Garoto beduíno em uma caverna que ele transformou em um abrigo anti-bombas em uma vila beduína perto de Arad, no sul de Israel. Foto: REUTERS/Amir Cohen

Otan

Nesta segunda-feira (30), a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou que interceptou um míssil balístico lançado do Irã em direção à Turquia. A aliança acrescentou que fará o necessário para defender os aliados.

O posicionamento da organização vem em meio a uma enxurrada de críticas dos Estados Unidos, membro do grupo, pela recusa da aliança em entrar na guerra contra o Irã. Também nesta segunda, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reforçou as críticas, afirmando que a cooperação com os aliados da Otan tem sido “decepcionante” durante a guerra. Ele ainda indicou que a relação dos EUA com a aliança pode ser revista após o fim do conflito.

30 de março de 2026 – Mulheres sentadas em uma casa em Teerã, no Irã, que foi danificada por ataques em meio à guerra com Israel e Estados Unidos. Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Petróleo

A guerra continua pressionando os preços de combustíveis, com o petróleo fechando em alta nesta segunda. O Brent caminha para um aumento mensal recorde, enquanto os futuros do petróleo dos Estados Unidos ficaram acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022.

Após um mês de guerra, especialistas avaliam que o Irã pode até ter sido enfraquecido militarmente, mas está com o controle sobre o Estreito de Ormuz mais firme do que nunca, ponto crucial para a passagem de petróleo.

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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, minimizou a preocupação: “Com o tempo, os EUA retomarão o controle do estreito e haverá liberdade de navegação, seja por meio de escoltas dos EUA ou de uma escolta multinacional”, disse.

Marco Rubio ecoou a declaração de Bessent, dizendo em entrevista à Al Jazeera que o Estreito de Ormuz será reaberto “de uma forma ou de outra”.

Por outro lado, o ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, disse que as pessoas não precisam se preocupar com o fornecimento de combustível. “Todas as medidas necessárias para sua estabilização foram tomadas”, afirmou.

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Trader com TDAH perde R$ 1 milhão e vira o jogo com robôs

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Trader com TDAH perde R$ 1 milhão e vira o jogo com robôs

No trading, a técnica costuma ocupar o centro da conversa. Mas, na prática, nem sempre é ela que define o resultado. Em um ambiente em que segundos podem separar o ganho da perda, conhecer os próprios limites pode ser tão decisivo quanto dominar uma estratégia. Para Rafael Covas, empreendedor do setor farmacêutico e trader, essa descoberta veio da forma mais dura: depois de uma perda de quase R$ 1 milhão, ele entendeu que, no seu caso, operar bem significava parar de insistir no controle manual e aceitar a automação como parte da sobrevivência no mercado.

Durante a Expert Trader XP, Covas concedeu entrevista ao InfoMoney e detalhou como esse episódio redefiniu sua forma de operar.

Sua trajetória no mercado começou de modo conservador, com foco em renda fixa, e depois avançou para operações mais dinâmicas, especialmente no mercado de opções. A migração para o day trade trouxe ganhos, mas também expôs fragilidades importantes no campo emocional.

Leia mais: Expert Trader XP redefine o padrão do trading no Brasil e projeta 2ª edição para 2027

TDAH e decisão crítica

Com o tempo, os fatores comportamentais passaram a pesar cada vez mais em sua performance. Nesse processo, o diagnóstico de TDAH, somado ao hiperfoco e à ansiedade, interferia diretamente nas decisões operacionais. “Com TDAH e ansiedade, eu não consigo fazer trade manual”, autoavaliou-se.

Esse padrão se materializou em um episódio que mudou sua trajetória. O evento ocorreu em um momento de alta volatilidade e terminou em uma perda expressiva.

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“Eu tomei um stop [loss] de quase um milhão de reais.”

— Rafael Covas, empreendedor do setor farmacêutico e trader

Segundo ele, o episódio aconteceu em uma data simbólica, o que tornou a lembrança ainda mais marcante. A memória daquele momento reforça a intensidade vivida, embora parte dos detalhes tenha se perdido. “Eu me lembro que o operador me ligou, era mais ou menos umas quatro horas da tarde”, explica.

A dinâmica do mercado naquele dia ampliou ainda mais o prejuízo, com movimentos abruptos em um intervalo muito curto. A velocidade da oscilação praticamente impediu qualquer reação. “Foi um candle de 80 pontos em um minuto”, conclui.

O impacto emocional da perda provocou uma reflexão imediata sobre sua forma de operar. O episódio marcou uma ruptura definitiva com o operacional manual. “Mas assim, isso é um sentimento ruim, né? Você sai meio angustiado, fica meio triste”, relata.

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A partir dali, mudar de abordagem deixou de ser escolha e virou necessidade. A automação apareceu como consequência direta desse aprendizado. “Dinheiro não aceita desaforo, né?”, conclui.

Leia também: “Trade mais difícil é o certo”, diz Tom Hougaard, autor de O Melhor Perdedor Vence

Leitura e consistência

Mesmo com o uso de robôs, a leitura de mercado continua no centro da estratégia. A automação, na prática, não elimina a necessidade de interpretação; ela exige ainda mais entendimento de cenário. A escolha do ativo e do momento operacional segue influenciando diretamente o resultado. “Eu conheço toda a estrutura do robô”, afirma.

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O cenário atual, inclusive, tem orientado suas preferências operacionais, especialmente em ambientes de maior instabilidade. A seletividade passou a ser parte essencial da busca por consistência. “Eu gosto muito de operar o dólar, porque o índice está um pouco impossível de operar”, observa.

Essa busca por previsibilidade o levou a priorizar ativos com comportamento mais técnico. Já o índice, na sua leitura, tem ficado mais sujeito a ruídos externos e políticos. “O dólar se torna mais consistente”, explica.

No fim, a adaptação constante ao mercado se consolidou como um dos principais diferenciais da estratégia com automação. Mais do que usar robôs, o resultado depende da capacidade de interpretar o contexto e fazer os ajustes necessários. “Eu tenho que saber qual robô eu vou utilizar para poder obter lucros e ganhos”, conclui.

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Leia também: Como traders de tesouraria tomam decisões e controlam riscos com bilhões em jogo

Automação como virada

Depois da perda milionária e do impacto emocional que ela provocou, a automação deixou de ser apenas uma alternativa e passou a ser uma necessidade operacional. A tecnologia virou uma forma de reduzir o peso das emoções nas decisões. “Eu gosto mais da automação porque como é um robô, ele consegue me dominar mais”, afirma.

A escolha por utilizar robôs já validados também está ligada à sua rotina como empresário. Com outras demandas profissionais, eficiência operacional passou a ser prioridade. “Como eu não tenho tempo por ter um negócio próprio, eu acabo utilizando robôs terceiros”, observa.

Ainda assim, ele estruturou uma operação relevante dentro do mercado. Hoje, Covas opera cerca de meio milhão de contratos futuros por mês, usando majoritariamente robôs validados.

“Hoje, com o robô, eu opero em torno de 500 mil contratos por mês.”

— Rafael Covas, empreendedor do setor farmacêutico e trader

Há, porém, um ponto que chama atenção em sua abordagem: ela vai na contramão do que muitos desenvolvedores costumam recomendar.

Enquanto parte do mercado defende que o operador não interfira no robô, ele adapta os parâmetros conforme o cenário.

“Eu posso aumentar o stop, diminuir o stop, dizer quantos pontos eu quero que ele entre”, explica.

Esse controle exige leitura constante de mercado e decisão ativa. A automação, portanto, não elimina o operador — apenas redefine seu papel. “Não dá para deixar ele rodando 24 horas.”

Leia também: Expert Trader XP: militar vence torneio de trading e revela estratégia decisiva

Do investimento ao trade

A entrada no mercado aconteceu de forma estruturada, com prioridade para segurança antes da tomada de mais risco. A evolução foi gradual até o contato com operações mais sofisticadas.

Segundo ele, o começo foi na renda fixa e, durante o período da pandemia, passou a pesquisar sobre mercado de opções.

Os primeiros resultados positivos reforçaram o interesse pelo trading ativo. Segundo ele, observar outros operadores ampliou sua visão sobre o mercado.

“No mercado de opções, eu consegui ter bons êxitos em relação às opções e comecei a ver outras pessoas operando opções e comecei a gostar”, relembra.

A transição para o day trade, porém, trouxe um desafio central: o controle emocional.

A execução, segundo ele, passou a ser afetada diretamente pelo comportamento. “O trader tem que ter um emocional muito grande.”

A dificuldade em respeitar o timing e a disciplina operacional passou a ser recorrente. O excesso de entradas, por sua vez, comprometia os resultados.

“Eu queria entrar toda hora e não era essa a intenção”, admite.

Leia também: IA e traders: ameaça ou aliada? Veja como aproveitar na prática a tecnologia

Carteira e alocação

Mesmo com a evolução para operações mais dinâmicas, a construção da carteira manteve uma lógica conservadora e equilibrada.

O trading passou a ocupar apenas uma parte do capital, enquanto a maior parcela permaneceu alocada em ativos de longo prazo. “Hoje 80% do meu investimento é a longo prazo”, afirma.

A diversificação também se tornou um pilar importante da estratégia, combinando diferentes classes de ativos para reduzir risco. Segundo ele, a exposição ao mercado foi construída de forma gradual e consistente ao longo do tempo.

“Minha carteira contém renda fixa, algumas outras rendas um pouco mais agressivas, ações, ouro, alguma coisa de criptomoeda também.”

Assim, o trading segue como uma frente complementar dentro da carteira, com foco maior em oportunidades de curto prazo. “E 20% eu utilizo para o trader”, reume.

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. 

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Justiça cria outra jabuticaba: o ‘haircut’ energético

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Justiça cria outra jabuticaba: o ‘haircut’ energético

Após diversos pedidos de recuperação judicial e extrajudicial de comercializadoras de energia nos últimos tempos, o mais recente caso no setor está gerando uma preocupação ainda maior – com temores de um potencial impacto estrutural no mercado.

A Tradener, uma das pioneiras do segmento, conseguiu na Justiça não só proteção contra seus credores, como é tradicional nessas ações, como também autorização para mudar o horário de entrega da energia em seus contratos com clientes.

O ajuste na hora pode parecer um detalhe, mas torna-se chave num momento em que os preços no mercado de energia de curto prazo têm variado até 2.700% dentro de um mesmo dia.

Os valores do megawatt-hora podem ir desde um piso de R$ 57, principalmente durante o dia (com excesso de geração solar), até picos de R$ 1,6 mil por MWh no começo da noite (com demanda em alta e sem a ajuda do Sol).

A Tradener disse no processo que enfrenta uma crise financeira decorrente principalmente dessa “volatilidade acentuada” dos valores da eletricidade. 

O problema maior, fontes do mercado disseram ao Brazil Journal, é que a juíza autorizou a Tradener a entregar energia de acordo com a modulação da geração solar – em outras palavras, só quando a luz do sol estiver brilhando.

Na prática, isso significa que a trading atenderá seus clientes nas horas do dia em que o MWh está barato, deixando-os sem suprimento no pico de demanda (e preços) da noite.

“É um haircut energético com aval do Judiciário,” resumiu o executivo de outra trading.

“Eles venderam uma Ferrari, que é ter energia às 19h, às 20h. E estão entregando um Fusca, que é a energia ao meio-dia,” disse uma outra fonte.

“É surreal se essa decisão se mantiver. Vai gerar precedente para todo mundo.” 

A decisão judicial deve impactar ainda mais a liquidez no mercado de comercialização de energia, que já está menor após os problemas recentes de algumas tradings.

Os polêmicos preços do mercado spot de energia são definidos por modelos matemáticos que levam em conta questões como a oferta de geração, a demanda e o nível dos reservatórios nas hidrelétricas.

A volatilidade aumentou com a entrada de fontes renováveis, como eólicas e solares, cuja produção é intermitente, variando com o vento e o sol.

Mas uma mudança nos parâmetros de risco utilizados no cálculo dos preços, no ano passado, fez com que diversos participantes do mercado começassem a questionar o modelo, que consideram “descalibrado.”

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia, precisa decidir até junho se o atual modelo para os preços será mantido em 2027, ou se haverá ajustes. 

A cautelar obtida pela Tradener, que garante proteção judicial por 60 dias, deve esquentar ainda mais essa discussão no setor.




Luciano Costa




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Por que a Aegea está demorando em publicar seu balanço

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Por que a Aegea está demorando em publicar seu balanço

Os bonds da Aegea Saneamento estão sob pressão nas últimas semanas depois que a companhia adiou a publicação de seu balanço do quarto tri múltiplas vezes — levantando especulações no mercado e gerando o rebaixamento de sua nota de crédito pelas agências de rating

A situação tem atraído atenção para um dos maiores players de infraestrutura do Brasil num momento em que a Aegea se prepara para um IPO na próxima janela de mercado. 

A companhia — que é controlada pelo grupo Equipav e tem entre seus acionistas o GIC, com 34% do capital, e a Itaúsa, com 13% — também é uma das empresas avaliando a privatização da Copasa.

Pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal que os adiamentos do balanço têm a ver com a KPMG, que audita a companhia há dois anos. 

A auditoria mudou recentemente sua interpretação sobre diversos temas contábeis da DRE da empresa — o que levou à reabertura dos balanços da companhia desde 2020. 

Uma dessas fontes disse que o impacto contábil dessas revisões é na “casa dos bilhões”, mas que não há nenhum efeito caixa, sendo questões “puramente contábeis.”

Segundo esta fonte, as revisões envolvem questões como “o reconhecimento de receita em algumas concessionárias, os provisionamentos em outras, e a forma como a empresa contabilizava os juros da outorga.”

Essa fonte disse ainda que, financeiramente, a companhia está numa posição “muito sólida,” com mais de R$ 5 bilhões no caixa da holding e sem grandes vencimentos no curto prazo.

As incertezas dos múltiplos adiamentos do balanço geraram efeitos nocivos para o crédito da companhia. 

A S&P e a Fitch rebaixaram recentemente a nota da Aegea para níveis especulativos (junk) e colocaram a empresa em observação para possíveis novos rebaixamentos. 

A S&P também alertou que a Aegea tem até hoje, dia 10, para publicar seus balanços, sob pena de declaração de um evento de default em algumas de suas debêntures, o que por sua vez poderia acionar cláusulas de cross-default nos bonds listados no exterior.

Uma equipe de contabilidade da KPMG está alocada na Aegea, correndo contra o tempo para entregar os balanços ainda hoje, disse uma das fontes.

As debêntures que seriam impactadas por esse evento de default somam ao redor de R$ 500-700 milhões. Uma das alternativas seria a Aegea usar seu caixa para quitar essas dívidas antes que o vencimento antecipado seja declarado (evitando o cross-default), disseram pessoas a par dos planos da companhia.

A KPMG, que auditou os balanços do Banco Master até dezembro de 2024, está sob escrutínio por não ter sinalizado nenhum problema nos números, o que levou a um maior envolvimento da matriz na operação brasileira. É este cenário que parece ter levado a empresa a ser mais conservadora na auditoria dos balanços de seus clientes, segundo uma das fontes. 

O sócio responsável por auditar o balanço da Aegea foi substituído logo após a emissão do último bond da companhia, em setembro, quando a Aegea captou US$ 750 milhões com um green bond

Os bonds da Aegea com vencimento em 2036 — que são os mais líquidos — estão sendo negociados hoje perto de 70% do valor de face. No fim de março, eles eram negociados a 92%. Já os títulos com vencimento em 2029 e 2031 foram negociados hoje perto de 80% do valor de face. 




Pedro Arbex




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